O governo de Mato Grosso do Sul está focado em garantir que a infraestrutura da Rota Bioceânica atenda às demandas logísticas e comerciais do Estado e da América do Sul. Os desafios e perspectivas de desenvolvimento deste corredor estratégico foram apresentados em Campo Grande.
Destaques:
- Avanço de 90% na ponte binacional Porto Murtinho (MS) – Carmelo Peralta (Paraguai), com conclusão prevista para agosto de 2026.
- Obras de acesso à ponte e contorno rodoviário em Porto Murtinho seguem, com parte concluída em janeiro de 2026 e finalização em julho de 2027.
- Plano Mestre Regional estabelece diretrizes para integração e desenvolvimento do corredor, com foco em governança, infraestrutura e facilitação do comércio.
O Corredor Bioceânico de Capricórnio visa conectar Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, promovendo integração logística e ampliação da competitividade para mercados internacionais. O secretário estadual destacou o projeto como uma nova fronteira de desenvolvimento para o Estado.
A construção da ponte binacional sobre o Rio Paraguai, com investimento de aproximadamente US$ 85 milhões, já atingiu cerca de 90% de execução. As obras de acesso no lado brasileiro, incluindo o contorno rodoviário de Porto Murtinho, também estão em andamento.
O projeto do centro aduaneiro de controle de fronteira, com modelo de cabeceira única, está em análise para integrar os sistemas de controle do Brasil e Paraguai.
O Plano Mestre Regional de Integração e Desenvolvimento do Corredor Bioceânico de Capricórnio foi elaborado com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O documento define diretrizes para a integração regional, com planos de ação e fóruns anuais.
A governança do corredor envolve articulação entre os níveis estadual, federal e internacional. Em Mato Grosso do Sul, o Comitê Estadual da Rota Bioceânica foi instituído, coordenado pela Semadesc.
A facilitação do comércio e dos processos transfronteiriços é um dos focos, com 264 soluções consensuais identificadas para aprimorar os fluxos logísticos. A infraestrutura física e digital contempla 104 projetos, incluindo melhorias em postos de fronteira e desenvolvimento de terminais portuários.
Subgrupos técnicos nas áreas de segurança e saúde foram criados no âmbito estadual para fortalecer a governança. A adesão do Brasil à Convenção TIR simplifica procedimentos aduaneiros.
Apesar dos avanços, desafios como infraestrutura logística, qualificação profissional, legislação e segurança no transporte rodoviário são apontados como significativos. A capacidade de traduzir a importância da organização e dos aspectos jurídicos é considerada crucial para o sucesso da operação.
O Corredor Bioceânico abrange setores estratégicos como mineração, agropecuária, agroindústria, logística e turismo, consolidando-se como uma plataforma de desenvolvimento regional.

