Mato Grosso do Sul se prepara para lançar um edital de US$ 80 milhões destinado à comercialização de créditos de carbono. O anúncio foi feito pelo governador Eduardo Riedel durante o Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP), em Campo Grande.
Destaques:
- Edital prevê comercialização de US$ 80 milhões em créditos de carbono.
- Iniciativa é impulsionada pela expansão da cadeia da celulose e metas de neutralização de emissões.
- Produtores pantaneiros que preservam áreas também serão remunerados por serviços ambientais.
A iniciativa visa capitalizar o expressivo saldo de mitigação de gases de efeito estufa (GEE) do estado. A expansão das florestas plantadas é um dos fatores chave, com a área saltando de 378,1 mil hectares em 2010 para cerca de 1,89 milhão de hectares previstos para 2026.
Riedel destacou a presença de três das maiores plantas industriais de celulose do mundo no estado. Ele ressaltou que o apoio ao produtor nessa linha garante resultados ambientais e econômicos, gerando renda com responsabilidade ambiental.
As unidades industriais mencionadas são a fábrica da Suzano em Ribas do Rio Pardo, a da Arauco em construção em Inocência e o projeto da Bracell em Bataguassu.
O programa Carbono Neutro do estado tem a meta de neutralizar as emissões líquidas até 2030. O governador enfatizou que é possível produzir mais e melhor, com eficiência e responsabilidade. O estado já remunera produtores do Pantanal por serviços ambientais, incentivando a preservação.
A intenção de lançar um edital para comercialização de créditos de carbono já havia sido sinalizada em outubro do ano passado, em discussões preparatórias para a COP-30.
As florestas plantadas desempenham papel crucial, absorvendo e armazenando carbono. Elas funcionam como sumidouros, reduzindo gases de efeito estufa e fortalecendo o balanço ambiental positivo da atividade florestal.

