Posicionamento Familiar
A família da fisioterapeuta Fabíola Marcotti reiterou nesta segunda-feira (27) a convicção de que a profissional foi vítima de um crime, contestando veementemente a hipótese de suicídio. Em nota pública, os parentes declararam estar acompanhando atentamente todas as etapas da investigação sobre o caso, apontando para um possível feminicídio.
O documento enfatiza que, para os familiares, Fabíola foi assassinada “por ser mulher, dentro de um contexto que precisa ser apurado com o máximo rigor, sem pressa, sem omissões e sem qualquer tentativa de apagar a verdade”. Esta declaração surge dois meses após uma primeira manifestação onde o advogado dos familiares já havia classificado o episódio como feminicídio e contestado a versão apresentada pela defesa do investigado, visando afastar uma possível responsabilização criminal.
Embora ressaltem que o sigilo processual impede a divulgação de laudos e detalhes técnicos, a família assegura que o “silêncio imposto pela prudência jurídica não significa passividade”. Eles afirmam que continuarão vigilantes a cada ato processual, laudo, depoimento e a todas as respostas que ainda são esperadas.
Andamento da Investigação
Fabíola Marcotti foi encontrada sem vida em 18 de maio. Inicialmente, seu marido, o médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, preso por posse ilegal de armas, sustentou que a esposa teria cometido suicídio. Contudo, diligências posteriores indicaram divergências nos depoimentos e inconsistências entre o ferimento observado na vítima e a narrativa inicial.
Diante dessas apurações, a Polícia Civil passou a investigar o caso sob a ótica de possível feminicídio. A defesa de João Jazbik Neto nega qualquer envolvimento do médico na morte de sua esposa.
A família expressou confiança no trabalho da delegada Analu Lacerda Ferraz, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), da Perícia Oficial, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e do Poder Judiciário. A principal demanda familiar é que nenhuma versão seja aceita sem o devido confronto com as provas, e que todas as dúvidas sejam integralmente esclarecidas, reafirmando que o objetivo é a busca por justiça, e não por vingança.

