O grupo goiano HP, comprador do Consórcio Guaicurus, informou que está elaborando um plano de trabalho para apresentar à Prefeitura de Campo Grande. O objetivo é reestruturar e melhorar o sistema de transporte coletivo antes da conclusão da transferência do controle das quatro empresas que operam o serviço.
O conglomerado afirmou que acompanha o processo de intervenção e as etapas em andamento. Está sendo preparado um detalhamento de propostas para reestruturação e melhoria dos serviços, que serão implementadas após a assunção definitiva do contrato de concessão.
A nota não especifica quais medidas serão apresentadas nem estabelece um prazo para a entrega do projeto.
A Prefeitura exigirá um projeto para o transporte coletivo antes de autorizar a mudança no controle do consórcio. A administração municipal também pretende aproveitar a revisão obrigatória do contrato para discutir melhorias. Entre as possibilidades estão a renovação da frota, reforma de terminais e a inclusão de ônibus com ar-condicionado.
O comunicado também trouxe explicações sobre a Maas Administração e Participações Ltda., empresa criada para conduzir a compra do Consórcio Guaicurus. A nova gestora foi aberta recentemente, com capital social inicial de R$ 10 mil. Representantes da Prefeitura confirmaram que a empresa foi criada para conduzir a operação, com a garantia financeira proveniente do Grupo HP.
A Maas Administração e Participações Ltda. é uma sociedade de propósito específico (SPE), detida pela HP Investimentos. Seu objetivo é ser o veículo societário do Grupo HP para consolidar as participações das empresas do Consórcio Guaicurus.
Em relação à capacidade financeira, o Grupo HP informou que a HP Investimentos e Participações encerrou o último balanço com capital social de R$ 478 milhões e patrimônio líquido positivo de R$ 561 milhões. Esses recursos darão suporte à nova controladora.
A Maas receberá novos aportes para executar a operação em Campo Grande. O Grupo HP designará executivos, consultores e estrutura para iniciar o desenvolvimento do projeto de transformação do transporte público.
A compra do consórcio ainda depende da aprovação do Cade, da anuência da Prefeitura, da conclusão de auditorias e da resolução de questões relacionadas à intervenção municipal e ações judiciais envolvendo a concessão.
Enquanto as etapas não forem concluídas, o serviço continuará sob responsabilidade das atuais empresas. Não haverá descontinuidade ou alteração imediata na operação do transporte para a população.

