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Renan Santos Apresenta Propostas de Reforma Fiscal e Combate ao Crime Organizado em Campo Grande

  • O candidato Renan Santos reforçou o enfrentamento ao crime organizado nas fronteiras de Mato Grosso do Sul.
  • Foram apresentadas propostas para reforma fiscal, corte de gastos públicos e reestruturação do Bolsa Família.
  • A agenda em MS incluiu discussões sobre infraestrutura, agronegócio e a posição estratégica do estado.

Em etapa de pré-campanha pelo Centro-Oeste, o candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, de 42 anos, esteve em Mato Grosso do Sul para destacar o enfrentamento ao crime organizado nas regiões de fronteira como um dos eixos centrais de sua plataforma. Em Campo Grande, ele realizou uma coletiva de imprensa onde abordou diversas propostas.

Durante o evento, o candidato afirmou que Mato Grosso do Sul ocupa uma posição estratégica no combate ao tráfico internacional de drogas. Entre as propostas apresentadas, defendeu o emprego das Forças Armadas em áreas de fronteira, a manutenção do programa Bolsa Família para beneficiários que realmente necessitam, a implementação de um programa de corte de gastos públicos e confirmou que a legenda não disputará o Governo de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026.

A passagem por Mato Grosso do Sul marca o encerramento de uma série de viagens pelos estados do Centro-Oeste, que teve início em Goiás e seguiu por Mato Grosso. Esta fase é parte dos últimos compromissos da pré-campanha, antes do período eleitoral oficial, quando o candidato planeja retornar ao estado para uma agenda mais intensa.

Ele explicou que o roteiro da campanha tem como objetivo apresentar tanto os aspectos positivos quanto os desafios enfrentados pelos estados visitados. Para Mato Grosso do Sul, mencionou que o estado é impactado pelos problemas de fronteira, como o tráfico de drogas e o crime organizado, ressaltando que essa situação é uma consequência do fluxo regional.

Prioridade no Combate ao Crime Organizado

A segurança pública foi o tema mais explorado durante a coletiva. Em relação às medidas para combater as facções criminosas, o candidato disse que o Brasil vive um cenário de guerra e que o Estado precisa adotar esse entendimento para reorganizar sua política de segurança. Ele destacou que Mato Grosso do Sul integra uma das principais rotas do tráfico internacional de drogas.

Para combater esse cenário, Renan Santos propôs ampliar a atuação das Forças Armadas na faixa de fronteira, fortalecer as operações da Polícia Federal e integrar o trabalho das polícias militares estaduais. Uma das propostas também inclui uma intervenção federal no Porto de Santos, em São Paulo, considerado um ponto central na logística utilizada pelo crime organizado. O candidato afirmou que outras regiões do país, como o Ceará, também exigirão estratégias específicas. Ele mencionou a intenção de encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de lei inspirado no conceito de Direito Penal do Inimigo, além de utilizar instrumentos constitucionais como a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e o Estado de Defesa em áreas dominadas por facções.

Propostas para a Área Social

Na área social, o candidato descartou o fim do Bolsa Família, mas afirmou que pretende alterar a forma de execução do programa. A manutenção seria focada nas pessoas que ‘precisam de verdade’. Segundo ele, o programa deve deixar de ser uma política permanente para alguns beneficiários e passar a oferecer mecanismos de inserção produtiva. Como alternativa, ele defendeu a criação de frentes de trabalho em parceria com estados e municípios, especialmente em obras de infraestrutura, e criticou a possível ampliação do programa para pessoas solteiras.

Renan Santos afirmou que pretende priorizar políticas voltadas aos trabalhadores e contribuintes, mencionando que a máquina pública e outros programas são sustentados por essas parcelas da população.

Reforma Fiscal e Medidas Econômicas

Na economia, o candidato considerou o cenário fiscal brasileiro o principal obstáculo ao crescimento econômico, e suas primeiras medidas, caso eleito, estariam concentradas na redução dos gastos públicos. Ele explicou que o país caminha para um cenário de dominância fiscal, onde a política de juros perde eficiência diante do crescimento das despesas públicas. O partido, segundo o candidato, já protocolou uma proposta de emenda constitucional prevendo a redução de R$ 3 trilhões em despesas ao longo de dez anos.

Além disso, defendeu uma nova reforma da Previdência, a revisão das vinculações constitucionais de recursos para saúde e educação, a desindexação de despesas obrigatórias e a redução de privilégios do funcionalismo público e do Judiciário. A implementação dessas medidas nos primeiros seis meses de governo, em sua visão, abriria espaço para a redução dos juros e a retomada dos investimentos.

Infraestrutura e Agronegócio

Renan Santos relacionou a recuperação econômica ao fortalecimento da infraestrutura nacional, com destaque para estados produtores como Mato Grosso do Sul. Ele afirmou que, com reforma fiscal, queda dos juros e segurança jurídica, haverá investimento em massa em infraestrutura. Entre as prioridades citadas estão a ampliação da malha ferroviária, melhorias em rodovias, infraestrutura portuária e expansão das redes de transmissão de energia elétrica. O candidato também propôs garantir segurança jurídica para grandes obras e criticou ações judiciais que, segundo ele, paralisam projetos estratégicos. Ele acrescentou que a redução dos gastos públicos também permitiria ampliar a oferta de crédito para o agronegócio.

Estratégia do Partido Missão em MS

Sobre a participação do partido nas eleições estaduais, Renan Santos confirmou que o Missão lançará candidatos a deputado, mas não disputará o Governo de Mato Grosso do Sul. A decisão, explicou, faz parte da estratégia de consolidação da legenda, criada recentemente. O candidato não indicou se o partido irá apoiar algum candidato no estado, afirmando que a prioridade é lançar apenas pessoas qualificadas para as posições.

Principais Ações Iniciais

Ao ser questionado sobre suas três primeiras ações caso eleito presidente, Renan Santos listou novamente como prioridades a implementação da reforma fiscal, o combate ao crime organizado e a garantia de segurança jurídica para investimentos em infraestrutura. Ele afirmou que pretende acompanhar pessoalmente as primeiras operações contra facções criminosas em estados como Rio de Janeiro, Ceará e na fronteira de Mato Grosso do Sul. Também disse que pretende mobilizar a Advocacia-Geral da União para defender judicialmente as ações do governo e evitar a paralisação de obras consideradas estratégicas, argumentando que estados como Mato Grosso do Sul precisam dessa infraestrutura para crescer.

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