Uma mulher foi mordida duas vezes por morcegos hematófagos em uma propriedade rural de Paraíso das Águas. O incidente, ocorrido em junho e divulgado nesta terça-feira (28), intensifica o alerta sobre o risco da raiva, doença de alta letalidade para animais e humanos, que se torna quase sempre fatal após o surgimento dos sintomas.
A vítima buscou atendimento médico imediatamente após o ataque. A orientação em tais situações preconiza a lavagem do ferimento com água e sabão e a busca urgente por uma unidade de saúde.
A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) foi notificada e enviou uma equipe à propriedade. Técnicos realizaram vistorias nos animais, buscaram possíveis abrigos dos morcegos e capturaram um exemplar da espécie hematófaga. Medidas adicionais foram implementadas para mitigar o risco de novos ataques.
O caso ressalta a atenção para residentes e trabalhadores da zona rural, onde esses morcegos frequentemente se abrigam em locais como cavernas, árvores ocas, construções abandonadas, pontes e bueiros.
Além da busca por atendimento médico, a pessoa atacada deve comunicar o ocorrido à Iagro. Esta comunicação é crucial para que as equipes realizem investigações na área, identifiquem abrigos e avaliem o potencial risco para a população e rebanhos.
Em relação aos animais, a vacinação constitui a principal medida preventiva, especialmente em propriedades localizadas em áreas de risco ou com histórico da doença. A agência enfatiza a importância da vigilância e da comunicação imediata sobre qualquer suspeita de abrigo de morcegos ou de animais com comportamento atípico.
Sinais de alerta em animais incluem dificuldade de locomoção, perda de equilíbrio, fraqueza e permanência prolongada no chão, podendo evoluir para morte em poucos dias. Diante da identificação desses sintomas, recomenda-se evitar o contato direto com o animal, devido ao risco de transmissão da doença.
Suspeitas devem ser informadas aos escritórios da Iagro ou pelo WhatsApp (67) 99961-9205. A agência assegura que a comunicação de um caso suspeito ou a indicação de um abrigo de morcegos não acarreta multas ou interdição da propriedade, sendo a agilidade na comunicação fundamental para conter o avanço da doença.

