As prioridades da indústria brasileira para o próximo presidente da República já estão definidas. Redução de impostos e a consolidação da reforma tributária lideram a lista de desejos dos empresários, conforme aponta uma pesquisa recente. A agenda é vista como crucial para o desenvolvimento do setor nos próximos quatro anos.
Destaques:
- Redução de impostos e reforma tributária são as principais demandas industriais.
- Equilíbrio fiscal e melhoria na gestão pública aparecem em segundo lugar.
- Incentivos à indústria e à produção também são prioridade para o setor.
A pesquisa ouviu empresários sobre o que consideram essencial para o futuro do país. A redução da carga tributária e a conclusão da reforma tributária foram apontadas por uma parcela significativa como a principal pauta. Em seguida, aparecem o equilíbrio das contas públicas e a eficiência na gestão governamental. Medidas que estimulem a produção nacional também estão no radar.
O setor produtivo busca um Estado que invista em planejamento e inovação, visando um Brasil mais próspero. A indústria se mostra pronta para contribuir, mas espera um ambiente de negócios mais favorável e políticas que impulsionem o crescimento.
Preocupações com o ‘Custo Brasil’
A pesquisa também detalha as expectativas para diferentes áreas do governo. No âmbito econômico, o controle de gastos públicos e a redução de impostos são mencionados por 42% dos entrevistados. Em relação ao ambiente de negócios, fatores associados ao chamado ‘Custo Brasil’ – como burocracia e encargos – são vistos como grandes entraves.
Crédito e investimento
A preocupação com juros altos e o acesso ao crédito também é significativa. Para a maioria dos industriais, o corte de gastos públicos é o caminho para uma redução sustentável das taxas de juros. No que diz respeito a investimentos futuros, uma parte considerável dos empresários pretende manter ou ampliar os aportes, demonstrando confiança no potencial de crescimento, desde que as condições de mercado melhorem.
Fatores que prejudicaram o setor
Na avaliação dos últimos 12 meses, a alta carga tributária, a dificuldade em encontrar mão de obra qualificada, os juros elevados e a instabilidade política foram apontados como os principais vilões para os negócios.
A pesquisa reforça a importância da indústria na agenda dos candidatos, buscando aproximar as demandas do setor das propostas de quem disputa o comando do país, visando a construção de um Brasil mais competitivo e desenvolvido.

