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Políticas estaduais impulsionam avanço da cadeia produtiva do leite em Mato Grosso do Sul

Avanços no Setor Leiteiro Sul-Mato-Grossense

A política governamental de Mato Grosso do Sul para o desenvolvimento da bovinocultura de leite demonstra resultados significativos, conforme apresentado em agenda recente. O Proleite MS (Plano Estadual de Desenvolvimento da Bovinocultura de Leite) consolida ações estratégicas que abrangem desde o incentivo financeiro e o melhoramento genético até a assistência técnica especializada e o fortalecimento institucional da cadeia produtiva. Medidas de apoio à indústria láctea, incluindo a redução da carga tributária e estímulos à competitividade, também compõem o plano.

Investimento em Genética e Produtividade

O melhoramento genético do rebanho leiteiro configura-se como um eixo estratégico central, com investimento superior a R$ 9,2 milhões. Este aporte viabiliza a distribuição de bezerras, novilhas prenhas e touros a produtores selecionados, além da implementação de técnicas como a inseminação artificial em tempo fixo (IATF) e a transferência de embriões. Até o momento, 168 bezerras, 34 novilhas prenhas e 22 touros foram entregues a 112 produtores. O programa prevê a destinação de mais 108 bezerras, 72 novilhas prenhas e 23 touros a outros 100 produtores, em parceria com a Associação do Girolando. A iniciativa visa inserir animais geneticamente superiores no plantel estadual, beneficiando diretamente mais de 200 produtores. Uma segunda fase do programa, executada pelo Senar-MS, contemplará 2 mil serviços de IATF e 1,2 mil implantes de embriões, com garantia de prenhez, a mais de 500 produtores.

Incentivos, Assistência e Associativismo Fortalecidos

No que tange aos incentivos, o programa Extra Leite opera como ferramenta de estímulo, com pagamento de até 14% sobre o valor do litro de leite entregue à indústria. Esta condição está atrelada ao cumprimento de critérios como regularidade ambiental, qualidade do produto, adoção de boas práticas e manutenção da produção, especialmente durante o período de seca. A iniciativa busca elevar a qualidade e a rentabilidade para os produtores, com pagamentos programados para maio de 2026. Quatro indústrias lácteas e 42 produtores foram cadastrados até o momento. A assistência técnica é provida pela Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) e pelo Senar-MS, que orientam milhares de propriedades visando a melhoria da produtividade e sustentabilidade. No último ano, a Agraer prestou suporte a aproximadamente 2,6 mil produtores, e o Senar acompanha mais de mil propriedades. O desenvolvimento do associativismo é outro pilar, exemplificado pela fundação da Assuleite (Associação Sul-mato-grossense dos Produtores de Leite), com mais de 4 mil associados de 53 municípios, organizados em associações regionais e cooperativas, suprindo uma demanda histórica por representação do setor leiteiro no Estado.

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