Destaques:
- Aumento na demanda assistencial sobrecarrega as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em Campo Grande.
- Dificuldade na liberação de vagas hospitalares e capacidade das unidades são fatores que impactam o fluxo de atendimentos.
- Paralisação de cirurgias eletivas e atendimentos ambulatoriais na Santa Casa de Campo Grande agrava a escassez de leitos.
Campo Grande tem presenciado um aumento significativo na demanda assistencial na rede de urgência e emergência. Essa escalada na procura por serviços de saúde tem exercido pressão sobre a capacidade das unidades, resultando em impactos diretos no fluxo de atendimentos. A situação, conforme a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), afeta a agilidade e a eficiência com que os pacientes são recebidos e encaminhados.
Recentemente, relatos indicaram a indisponibilidade de leitos para pacientes que buscavam as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) na Capital. A administração municipal atribui essa dificuldade a uma conjunção de fatores, incluindo o volume de atendimentos, a capacidade intrínseca de cada unidade e, de maneira crucial, a lentidão na liberação de vagas hospitalares para aqueles que necessitam de cuidados contínuos e especializados.
A Sesau reforça que todos os atendimentos seguem rigorosamente os protocolos de avaliação clínica e classificação de risco, priorizando os casos de maior gravidade. Para fins de acompanhamento e transparência, os pacientes têm acesso às informações sobre o andamento de seus atendimentos por meio do Sistema de Informações de Gestão em Saúde (SIGS).
A liberação de vagas hospitalares, um componente essencial para desafogar as UPAs, tem sido diretamente afetada pela paralisação de atendimentos ambulatoriais e cirurgias eletivas na Santa Casa de Campo Grande. A suspensão dessas atividades, iniciada em 29 de julho, foi justificada pela escassez de medicamentos, insumos e materiais hospitalares, comprometendo a continuidade dos serviços. Setores como cirurgia geral (adulto e pediátrica), cirurgia cardíaca (adulto e pediátrica), cirurgia vascular, cardiologia intervencionista, urologia, ortopedia, radiologia intervencionista, ultrassom e psiquiatria estão entre os mais impactados. O atendimento de urgência e emergência, hematologia, oncologia e transplante renal, contudo, permanece em funcionamento normal.

