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Polícia Civil promove palestra de combate ao abuso infantil no Bairro Parque do Sol

Destaques:

  • Ação da Polícia Civil em Campo Grande visa combater abuso e exploração sexual infanto-juvenil.
  • Palestra educativa no Bairro Parque do Sol capacitou a comunidade para identificar sinais de violência.
  • Foco na desmistificação do tema, orientação a pais e a importância da rede de proteção.

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescente (DEPCA), realizou uma palestra educativa na quinta-feira (28), no Instituto Misericordes Sicut Pater, em Campo Grande. A iniciativa, voltada para a comunidade do Bairro Parque do Sol, integrou as atividades da Campanha do Maio Laranja, dedicada à prevenção e ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Ação Preventiva e Capacitação Comunitária

A palestra, conduzida pelo Escrivão de Polícia Rodrigo Gandolfi da Cruz, reuniu aproximadamente 30 participantes, em sua maioria mulheres da comunidade. O objetivo principal foi incentivar os moradores a atuarem como observadores atentos a possíveis sinais de violência e a romperem o silêncio em casos de suspeita.

Orientações sobre Abuso e Exploração

Durante o encontro, foram abordados aspectos cruciais da cartilha de proteção #FAÇABONITO, esclarecendo a distinção entre Abuso Sexual, caracterizado pela proximidade e relações intrafamiliares, e Exploração Sexual, relacionada ao comércio do corpo. Um alerta específico foi emitido sobre o Aliciamento Virtual (grooming), detalhando as táticas empregadas por predadores na internet e reforçando a responsabilidade dos pais na supervisão digital dos menores. Dados estatísticos foram apresentados para ilustrar a urgência da atenção social constante a esta problemática.

Identificação de Sinais e Encaminhamento Adequado

A palestra também detalhou os sinais de alerta que podem indicar sofrimento silencioso em crianças e adolescentes, englobando reações físicas e comportamentais. O escrivão orientou pais e responsáveis sobre a conduta correta ao receberem um relato ou suspeita de abuso: manter a calma, acolher de forma serena, validar a fala da criança e acionar imediatamente a rede de proteção oficial. A comunicação inadequada, como demonstração de choque ou interrogatórios formais, foi desaconselhada.

Dever Cívico e Colaboração com a Rede de Proteção

Foi enfatizado que a proteção de crianças e adolescentes é um dever cívico e social, recaindo sobre todos os membros da sociedade. A colaboração ativa no rompimento do silêncio diante de qualquer suspeita foi destacada como um ato de misericórdia e cuidado mútuo. A participação cidadã é fundamental para que órgãos competentes, como a DEPCA, o Conselho Tutelar, o Ministério Público e os serviços de assistência social (CRAS/CREAS), possam intervir de forma humanizada e garantir a integridade das famílias.

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