Operação Sucessione validada pela Justiça de MS
A 1ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) validou, por unanimidade, a atuação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) na Operação Sucessione. A operação investiga uma organização criminosa armada e a exploração do jogo do bicho no estado.
Busca por Neno Razuk e prisões familiares
O ex-deputado Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk, teve a prisão decretada e está sendo procurado. A defesa de Neno aguarda acesso à decisão judicial. Enquanto isso, o pai e os irmãos de Neno, Roberto Razuk, Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk, estão presos. O patriarca cumpre prisão domiciliar em estado de saúde grave.
Defesa tenta anular processo e é negada
Um dos acusados, Jonathan Gimenez Grance, tentou anular o processo alegando violação ao ‘princípio do promotor natural’. A defesa argumentou que a acusação deveria ser feita pelos responsáveis da 4ª Vara Criminal e não pelo Gaeco. O TJMS, no entanto, entendeu que a atuação do Gaeco é legítima.
Denúncia contra o clã Razuk
O MPMS, através do Gaeco, denunciou Neno Razuk, seu pai Roberto Razuk, e os irmãos Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk. A denúncia, protocolada na 4ª fase da Operação Sucessione, aponta o clã como a cúpula de uma organização criminosa armada voltada à exploração ilegal de jogos de azar. A acusação envolve corrupção, lavagem de dinheiro e roubos para garantir o monopólio da contravenção no estado. Ao todo, 20 pessoas foram denunciadas. O MPMS solicita R$ 36 milhões a título de reparação de danos.
Monopólio e atuação violenta
A investigação indica que, após a desarticulação da organização criminosa da família Name, o grupo dos Razuk buscou assumir o monopólio do jogo do bicho em Campo Grande e outras regiões. A denúncia descreve a organização como violenta e estruturada, utilizando um aparato armado para roubar grupos rivais e tomar pontos de aposta.

