A visita do Ministro da Educação, Leonardo Barchini, à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande, nesta quarta-feira (10), reforçou o compromisso com a diversidade e o fortalecimento das políticas de permanência para estudantes indígenas. Em um estado que abriga a terceira maior população indígena do país, a agenda ministerial concentrou-se em ações voltadas à inclusão, à permanência e à ampliação do acesso dos povos originários ao ensino superior.
Destaques:
- Ministério da Educação anuncia R$ 35 milhões em investimentos para a UFMS, com foco na expansão e consolidação da universidade.
- Novas estruturas acadêmicas e de acolhimento destinadas a estudantes indígenas foram inauguradas nos campi de Aquidauana e Campo Grande.
- Compromisso de ampliar a Bolsa Permanência para todos os 12 mil estudantes indígenas em universidades federais até o final do ano.
Investimentos e Infraestrutura na UFMS
Durante a cerimônia, o Ministério da Educação (MEC) inaugurou novas estruturas acadêmicas no Campus de Aquidauana, destinadas a estudantes indígenas. No Campus Campo Grande, foi entregue o Autocine – Centro de Convivência e Empreendedorismo Estudantil. Ordens de serviço para a expansão do programa Aldeias Conectadas e para obras de infraestrutura elétrica no Bloco 4 do Campus de Paranaíba também foram assinadas.
Os investimentos federais na UFMS alcançam R$ 35 milhões. Desse total, R$ 12,6 milhões referem-se às ações anunciadas durante o evento, e R$ 22,4 milhões provêm do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), direcionados à expansão e consolidação da universidade.
Foco na Educação Indígena e Bolsas de Permanência
Entre os anúncios, destacam-se os investimentos voltados à educação indígena. Foram destinados R$ 4 milhões para a ampliação das estruturas do Programa UFMS Indígena e mais R$ 300 mil para a expansão do Aldeias Conectadas, iniciativa que visa ampliar o acesso à internet e a recursos digitais em comunidades indígenas.
O Ministro Leonardo Barchini destacou que os indicadores observados entre estudantes indígenas demonstram a relevância dos programas de permanência. Ele afirmou que os investimentos fazem parte do desafio de ampliar a presença de grupos historicamente sub-representados nas universidades brasileiras. Barchini ressaltou que, enquanto metade dos estudantes das universidades federais do Brasil abandona os cursos, os indígenas apresentam uma alta taxa de conclusão, indicando a eficácia da política pública de permanência.
Foi anunciada também a ampliação das bolsas destinadas a estudantes indígenas e quilombolas. O Ministro informou que o programa Bolsa Permanência, que contava com cerca de 4,5 mil bolsas no início do atual governo, deve atingir 10 mil bolsas em todo o país neste semestre. O compromisso do Ministério é que, até o final do ano, todos os 12 mil estudantes indígenas nas universidades federais do Brasil possam ter acesso à Bolsa Permanência para concluir seus estudos com dignidade.
Novos Espaços para Acolhimento e Permanência
Os recursos investidos no Programa UFMS Indígena foram aplicados na implantação de novos espaços dedicados ao acolhimento e à permanência acadêmica dos estudantes. Foram entregues o Alojamento Indígena, o Laboratório de Informática, o LabCrie Indígena, a Sala Verde Indígena, a Copa Acadêmica, a Brinquedoteca e a Sala de Lactantes. Essas estruturas foram concebidas para atender estudantes que se deslocam de aldeias e comunidades indígenas para o ensino superior, oferecendo melhores condições de moradia, estudo e convivência durante a graduação.

