InícioEsporteBrasileirão de Laço Reúne 1.200 Competidores e Inova em Campo Grande

Brasileirão de Laço Reúne 1.200 Competidores e Inova em Campo Grande

Destaques:

  • Mais de 1.200 laçadores e 150 equipes participaram do evento em Campo Grande.
  • A novidade ‘CLC Extremo’ trouxe provas de corrida, mountain bike e orientação.
  • O torneio movimentou a economia local e já projeta futuras expansões.

O 12º Brasileirão de Laço Comprido encerrou neste domingo (7) no Coliseu do CLC (Circuito de Laço Comprido), em Campo Grande. O evento reuniu um grande público e laçadores de diversas regiões do Brasil, marcando o fim de uma programação que começou em 30 de maio com as provas do Nacional do Cavalo Pantaneiro.

O Evento e os Grandes Números

Mais de 150 equipes e 1.200 laçadores marcaram presença nesta edição. As disputas ocorreram em categorias femininas, masculinas e para diferentes faixas etárias. Além dos competidores de Mato Grosso do Sul, o evento atraiu participantes de estados como Santa Catarina, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Acre e Paraná.

A programação incluiu shows musicais, leilões de cavalos e a distribuição de mais de R$ 200 mil em premiações. A movimentação foi intensa durante todos os dias da competição.

Destaque da Competição e Paixão

Oscar Francisco Colares, médico-veterinário de 70 anos e laçador há quatro décadas, conquistou o vice-campeonato em duas categorias. Ele se destacou no Desafio de Laço Vaqueando e no Estadual de Laço Vaqueando, categoria para competidores acima dos 70 anos. Morador de Bagé (RS), Oscar viaja cerca de 1.700 quilômetros até Campo Grande para as competições, que participa há uma década, e também aproveita para comercializar cavalos.

“Minha família tem uma propriedade rural há mais de 200 anos, e tudo começa desta forma, exercitando todas as modalidades campeiras e depois passa para as pistas de rodeio. Eu sou médico veterinário e já tinha uma atividade grande, atendendo Campo Grande até Rio Branco, no Acre, trabalhando com castração de fêmeas bovinas. Eu fiz amizade com o pessoal do CLC, e por isso eu venho pra cá”, afirmou Colares. Ele permanece acampado no local durante o evento, assim como centenas de outros participantes. “A gente tem que fazer aquilo que gosta e exercitar o máximo possível. Então, graças ao Santíssimo, nós ainda podemos exercitar e vir até aqui. Eu vim de caminhão, lá do Rio Grande do Sul, dirigindo. Então, enquanto a gente puder fazer essa atividade, sem dúvida estaremos aqui”, completou.

A Novidade: CLC Extremo

Neste ano, o Brasileirão de Laço introduziu uma grande novidade: a criação do CLC Extremo. A iniciativa incluiu provas de corrida noturna, mountain bike e corrida de orientação. A adesão superou as expectativas. Foram 690 atletas na corrida noturna, 300 crianças na corrida infantil e 180 participantes, entre civis e militares, na corrida de orientação.

Afonso Brandão, organizador do CLC Extremo, já considera a ampliação da programação em futuras edições. “O projeto é de ter o CLC Extremo 24 horas, realizar atividade durante 24 horas aqui, porque o laço já vai até às 3h, 4h da manhã e a gente já realizou evento de 24h de bike, de corrida, porque não fazer algo a mais no ano que vem e ter o CLC 24 horas aqui?”, destacou.

Impacto Econômico e Perspectivas Futuras

A presença massiva de competidores e público gerou um impacto positivo na economia local. Suellen Ramos, organizadora do Laço Feminino, observou a movimentação. “Nós chegamos em torno de 1.200 laçadores só neste último final de semana, superando as expectativas de público, que todo dia se fez presente. Lá em cima nós temos uma rua de comércio, as pessoas ficam acampadas aqui. Isso movimenta a economia, quem é do interior fica em hotel, faz compra no shopping, no mercado, na farmácia”, explicou.

Os resultados de público e a boa recepção às novidades motivam a organização a discutir a ampliação do evento nas próximas edições, consolidando o Brasileirão de Laço como um marco no calendário de Campo Grande.

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