Destaques:
- Mercado pecuário de Mato Grosso do Sul segue aquecido em 2026.
- Exportações atingem maior volume anual em junho, impulsionando a cadeia.
- Preços de animais de reposição registram alta significativa, sustentados pela demanda e oferta restrita.
O mercado pecuário de Mato Grosso do Sul demonstra força em 2026. O setor se mantém aquecido, impulsionado pelo bom desempenho das exportações, valorização dos animais de reposição e um elevado volume de abates. Esses indicadores revelam a robustez da atividade pecuária no estado.
Nos primeiros seis meses do ano, o abate de bovinos em Mato Grosso do Sul atingiu 2,08 milhões de cabeças. Este volume representa uma pequena queda de 1% em comparação com o mesmo período de 2025, mas se destaca por superar em 10% a média dos últimos cinco anos. Isso confirma a consolidação da pecuária sul-mato-grossense.
Observou-se uma mudança no perfil dos animais terminados, com maior participação de machos entre 13 e 24 meses em junho. Este cenário indica uma oferta consistente de animais prontos para o abate, em um contexto de demanda firme por carne bovina. As exportações continuam em ritmo acelerado, e junho registrou o maior volume embarcado do ano para o estado, contribuindo para o bom desempenho geral da cadeia pecuária.
O mercado de reposição também apresenta forte aquecimento. Apesar de uma leve acomodação nos preços em relação ao mês anterior, os valores permanecem superiores aos de um ano atrás. O quilo do bezerro acumula alta de 16%, enquanto a bezerra valorizou 19% no mesmo período. Novilhas, garrotes e vacas magras também registraram aumento de preços.
A melhora na relação de troca entre boi gordo e bezerro tem favorecido a reposição dos rebanhos. Paralelamente, a menor oferta de bezerros no estado mantém as cotações em níveis historicamente elevados, com valorização acima da inflação nos últimos 12 meses.
A arroba do boi gordo registrou uma leve queda de 2% em junho, comparado a maio. Contudo, o preço médio continua 10% acima do valor de junho de 2025, mantendo-se entre os maiores da série histórica de Mato Grosso do Sul.
A escala de abate permaneceu relativamente curta em junho. Este fator, somado a questões do mercado internacional como a aproximação do preenchimento da cota tarifária chinesa, influenciou a sustentação dos preços pagos aos produtores.

