Destaques:
- Pesquisa do Procon-MS identificou variações de até 17,38% nos preços de combustíveis em Campo Grande.
- A diferença pode resultar em uma economia de até R$ 35 para quem abastecer 50 litros no posto mais barato.
- Diesel S500 e S10 apresentaram as maiores discrepâncias percentuais, seguidos pelo etanol e gasolina comum.
O consumidor que busca economizar em Campo Grande encontra um cenário de significativas diferenças nos preços dos combustíveis. Um levantamento recente realizado pelo Procon de Mato Grosso do Sul, abrangendo 35 estabelecimentos da Capital entre os dias 6 e 8 de julho, evidenciou oscilações que podem impactar diretamente o orçamento familiar. As variações chegaram a atingir 17,38% em determinados tipos de combustível, demonstrando a importância da pesquisa antes de abastecer.
O Diesel S500 destacou-se com a maior variação percentual de 17,38% na modalidade de pagamento via crédito. Logo em seguida, o Diesel S10 apresentou uma diferença de 15,41%. Os valores máximos encontrados para esses combustíveis foram de R$ 7,36 para o S500 e R$ 7,49 para o S10. Em contraste, a pesquisa apontou o menor preço do Diesel S10 na região do Anhanduizinho, onde o litro era comercializado por R$ 6,76, tanto para pagamentos em dinheiro quanto em débito. A mesma localidade registrou o valor mais baixo para o etanol no crédito, a R$ 3,77 por litro, um biocombustível que, em geral, apresentou uma variação de 13,26% entre os postos pesquisados.
A gasolina comum, item de maior consumo entre os motoristas, também não ficou imune a essas flutuações. A diferença encontrada entre os estabelecimentos foi de até 11,31%. O preço médio observado foi de R$ 6,34 para pagamentos à vista (dinheiro ou débito) e R$ 6,49 no crédito. O Procon estima que um motorista que abasteça 50 litros no posto com o menor valor pode obter uma economia de até R$ 35 em comparação com o estabelecimento mais caro.
O Gás Natural Veicular (GNV) também foi incluído na análise, com preços variando entre R$ 4,39 e R$ 4,79 por metro cúbico, representando uma diferença de 9,11%. Ao comparar os dados de junho com julho, foi possível observar uma tendência de queda nos valores mais altos para o Diesel S500, etanol e gasolina comum. O GNV, por sua vez, manteve-se estável nesse período.
A orientação do órgão de defesa do consumidor é clara: o motorista deve dedicar tempo à pesquisa de preços. A diferença encontrada entre os postos pode se traduzir em uma economia considerável ao longo dos meses, transformando um gasto rotineiro em uma oportunidade de planejamento financeiro.

