Destaques:
- Mato Grosso do Sul concentra quase 18% da área de ILPF de todo o Brasil.
- O Estado lidera o ranking nacional com 3,169 milhões de hectares implantados.
- A tecnologia ILPF promove sustentabilidade, aumento de produtividade e recuperação de áreas degradadas.
Mato Grosso do Sul se destaca como o grande líder nacional na tecnologia de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Para cada 100 hectares com ILPF no Brasil, aproximadamente 18 estão em solo sul-mato-grossense. O Estado comanda o ranking nacional da tecnologia, totalizando 3,169 milhões de hectares implantados, o que representa 18,2% dos 17,431 milhões de hectares identificados em todo o país.
A primeira posição nacional em área absoluta destinada ao sistema produtivo é de Mato Grosso do Sul. O Estado fica à frente de Mato Grosso, com 2,281 milhões de hectares; Rio Grande do Sul, com 2,216 milhões; Minas Gerais, com 1,591 milhão; e Goiás e Distrito Federal, com 1,434 milhão de hectares.
A presença da tecnologia no território produtivo sul-mato-grossense é significativa. Dos 19,504 milhões de hectares de área agropecuária do Estado, 3,169 milhões utilizam sistemas de ILPF. Isso representa 16,25% de toda a área destinada à produção agropecuária.
Mato Grosso do Sul aparece entre os estados brasileiros com maior adoção proporcional da tecnologia. O percentual estadual é quase o dobro da média nacional, que atinge 8,35% da área agropecuária brasileira. Rio Grande do Sul (31,17%), Santa Catarina (28,87%), Rio Grande do Norte (14,65%), Espírito Santo (15,13%) e o próprio Mato Grosso do Sul são os destaques nacionais em participação relativa.
Os cinco estados líderes em área de ILPF, juntos, concentram cerca de 10,69 milhões de hectares. Isso equivale a aproximadamente 61% de toda a área integrada existente no Brasil.
A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta é um sistema de produção sustentável e regenerativo. Ele combina, em uma mesma área, atividades agrícolas, pecuárias e florestais. O objetivo principal é aumentar a produtividade e a rentabilidade das propriedades rurais, ao mesmo tempo em que promove a conservação dos recursos naturais.
A adoção do sistema oferece diversos benefícios. Incluem a regeneração e conservação do solo, com melhoria da fertilidade e da estrutura física; o aumento da biodiversidade; o fortalecimento dos ciclos produtivos pela interação entre as atividades; e a recuperação de áreas degradadas, transformando-as em áreas produtivas.
Outros pontos positivos do sistema envolvem a melhoria do bem-estar animal, garantida pelo conforto térmico das árvores e pela qualidade das pastagens. Há também o sequestro de carbono, que contribui para a mitigação das mudanças climáticas, e a diversificação das fontes de renda da propriedade rural. Isso reduz riscos econômicos e aumenta a estabilidade da produção.
O modelo ILPF também promove maior eficiência no uso da terra e dos recursos naturais. Ele melhora a viabilidade econômica das propriedades e amplia a resiliência dos sistemas produtivos diante dos eventos climáticos extremos.
A Rede ILPF é uma parceria público-privada liderada pela Embrapa. Ela conta com instituições dos setores cooperativista, financeiro, de máquinas agrícolas, insumos e nutrição vegetal. Desde 2006, essa iniciativa difunde as tecnologias de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta em todo o território nacional, com foco na sustentabilidade e na competitividade da agropecuária brasileira.

