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Mato Grosso do Sul Fortalece Liderança em Piscicultura e Projeta Crescimento na Industrialização da Tilápia

Destaques:

  • Mato Grosso do Sul figura entre os maiores produtores de tilápia do Brasil, ocupando a 6ª posição nacional.
  • O Estado projeta um salto significativo na industrialização de pescado, com ênfase na exportação de produtos processados como filés congelados.
  • A piscicultura sul-mato-grossense contribui para a meta nacional de um milhão de toneladas produzidas em 2025, impulsionada pela tilápia.

Mato Grosso do Sul reafirma sua posição de destaque na piscicultura nacional, evidenciando um ciclo de expansão acelerada e profissionalização. O setor é peça-chave na estratégia estadual para consolidação como potência agroambiental, conciliando desenvolvimento econômico e sustentabilidade.

Dados recentes indicam que o Estado já ocupa a 6ª colocação entre os maiores produtores de tilápia do país. Selvíria lidera a produção estadual, seguida pelos municípios de Mundo Novo e Dourados. O cenário de crescimento é impulsionado pela abertura de mercados internacionais e pela crescente demanda por produtos de origem aquícola controlada.

A piscicultura brasileira superou a marca de um milhão de toneladas em 2025, com a tilápia representando quase 70% desse total. O mercado de pescado passa por uma mudança estrutural, com a aquicultura assumindo protagonismo frente à pesca extrativa. A tilápia, em particular, consolida-se como uma commodity global, com potencial de suprir a demanda crescente.

Foco na Exportação e Industrialização

O perfil das exportações sul-mato-grossenses tem passado por uma evolução notável. Enquanto em anos anteriores o foco era a exportação de peixes frescos, o Estado tem se voltado cada vez mais para produtos de maior valor agregado, como filés congelados. Em 2025, os Estados Unidos foram o principal destino das exportações de tilápia do Mato Grosso do Sul, absorvendo a maior parte dos mais de US$ 1,3 milhão em produtos processados exportados.

O futuro do setor no Estado reside não apenas na produção primária, mas na agroindústria. A tendência é que o valor agregado migre para o produto processado, atendendo a consumidores que buscam saúde, qualidade e conveniência. A margem de lucro dos produtores tenderá a ser cada vez mais influenciada pela eficiência e pela capacidade de agregar valor dentro da própria cadeia produtiva.

Com a projeção de aumento na demanda global por proteína de peixe, Mato Grosso do Sul se prepara para se posicionar como um importante fornecedor de pescado de alta qualidade. O Estado já figura entre os 13 maiores produtores nacionais na aquicultura geral e se destaca na produção de espécies como pacu e patinga, além de pintado e cachara.

No âmbito das exportações, os Estados Unidos e o México foram os principais destinos em 2025, com destaque para os filés de tilápia congelados. Este movimento estratégico sinaliza a capacidade do Estado em atender às exigências de mercados internacionais cada vez mais sofisticados e focados em produtos de valor agregado.

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