Mato Grosso do Sul alcançou a sétima colocação no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, um levantamento que avalia o desempenho social e ambiental de municípios brasileiros. O estado registrou uma pontuação de 64,14, superando a média nacional de 63,40. Apenas o Distrito Federal, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Goiás apresentaram resultados superiores.
O IPS utiliza 57 indicadores sociais e ambientais, excluindo critérios econômicos, para medir a qualidade de vida. A avaliação abrange aspectos como saúde, educação, moradia, segurança, acesso à informação, meio ambiente, inclusão social e oportunidades.
O resultado consolida o posicionamento de Mato Grosso do Sul como um estado que combina crescimento econômico, geração de empregos, investimentos em infraestrutura e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável e à melhoria das condições de vida da população.
Um dos pontos fortes destacados no relatório é a dimensão “Oportunidades”, considerada a mais desafiadora em nível nacional, onde Mato Grosso do Sul obteve desempenho acima da média brasileira. Esta dimensão engloba direitos individuais, inclusão social, acesso ao ensino superior e liberdades individuais. O avanço no quesito reflete políticas estaduais voltadas à qualificação profissional, empregabilidade, inovação e fortalecimento da educação.
Adicionalmente, o estado apresentou um desempenho notável na dimensão “Necessidades Humanas Básicas”, que analisa nutrição, cuidados médicos, acesso à água e saneamento, moradia e segurança pessoal. Mato Grosso do Sul figura entre os oito estados com resultados superiores à média nacional nesta área, evidenciando a concentração de bons indicadores em municípios de menor porte populacional, especialmente nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste.
O estudo reforça a correlação entre desenvolvimento econômico e progresso social, indicando que o crescimento aliado à sustentabilidade e inclusão social é fundamental para evitar desigualdades e degradação ambiental. Mato Grosso do Sul tem buscado associar sua expansão econômica, impulsionada por setores como agroindústria, celulose e bioenergia, a políticas de bioeconomia, industrialização sustentável e transição energética, com ampliação de programas de ciência, tecnologia e formação profissional para atender à demanda do mercado de trabalho.

