Uma formação voltada para a padronização de precedentes vinculantes e a judicialização da saúde foi iniciada no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), promovida pela Escola Judicial (Ejud-MS). O curso, que teve sua etapa presencial iniciada nesta semana e se estende por alguns dias, é destinado a magistrados e aborda a aplicação de critérios técnico-científicos na análise de demandas relacionadas à saúde.
O objetivo principal da qualificação é habilitar os participantes a proferir decisões mais fundamentadas e coerentes com as políticas públicas de saúde, promovendo maior segurança jurídica. Durante a abertura do evento, foi ressaltada a importância da iniciativa para garantir uma fundamentação de qualidade nas sentenças.
A judicialização da saúde foi destacada como um direito fundamental que requer uma tutela uniforme para atender às necessidades dos cidadãos. Acredita-se que o curso contribui significativamente para o fortalecimento do Poder Judiciário no estado.
A formação conta com a participação de magistradas com expertise na área, além de uma defensora pública coordenadora do Núcleo de Atenção à Saúde e uma auditora fiscal de vigilância sanitária. A presença de profissionais com diferentes formações visa enriquecer o debate e a troca de conhecimentos.
Os debates e estudos de caso abordam temas relevantes como a nova política oncológica no Sistema Único de Saúde (SUS), o uso de apoio técnico na tomada de decisão judicial, a aquisição de medicamentos por via judicial e a segurança terapêutica. Ao final do curso, espera-se que os magistrados estejam aptos a alinhar as decisões judiciais às diretrizes das políticas públicas de saúde, especialmente no que tange à oncologia, e a definir medidas eficazes no cumprimento de sentença, assegurando a efetividade da prestação jurisdicional.

