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Bioparque Pantanal: Ponte para a Inclusão e Ressocialização de Adolescentes em Medida Socioeducativa

Destaques:

  • Seis adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa realizaram uma visita inédita ao Bioparque Pantanal.
  • A ação visa promover inclusão, acesso à cultura e fortalecer o processo de ressocialização desses jovens.
  • Iniciativa integra projeto do CNJ e reforça o direito de adolescentes privados de liberdade a atividades culturais e de lazer.

Uma experiência que transcende o mero entretenimento transformou a semana de seis adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa. Jovens da Unidade Educacional de Internação Estrela do Amanhã tiveram a oportunidade de conhecer o Bioparque Pantanal, em uma atividade que articulou acesso à cultura, inclusão social e o crucial processo de ressocialização.

A iniciativa, fruto de uma parceria com o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, insere-se no projeto nacional “Caminhos Literários no Socioeducativo” e está em consonância com as diretrizes da Agenda da Justiça Juvenil. O objetivo é assegurar os direitos de adolescentes em processos socioeducativos.

O impacto da visita ressoa de forma particular em uma das participantes, para quem a atividade representou o primeiro contato tanto com a Capital quanto com o complexo ambiental. A jovem de 16 anos expressou seu encantamento, relatando a realização de um sonho e a importância de vivenciar a cidade e seus atrativos.

Para além da ampliação do repertório cultural e do conhecimento, a atividade reforça direitos fundamentais previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O acesso a atividades de esporte, cultura, lazer e convivência é garantido como componente intrínseco do processo socioeducativo para pessoas privadas de liberdade.

O diretor da Unidade Educacional de Internação Estrela do Amanhã, Magno Mugarte, sublinha o papel transformador dessas experiências. Ele destaca que, para muitas jovens provindas de contextos de vulnerabilidade, tais passeios representam o primeiro contato com espaços culturais da capital, abrindo um universo de novas possibilidades e perspectivas.

O significado da visita é capturado no relato da adolescente, que a descreve como uma das vivências mais marcantes. A experiência, que ocorreu pouco mais de um mês após seu aniversário de 16 anos, não apenas ampliou sua visão de mundo, mas também proporcionou um valioso momento de convivência e fortalecimento de laços entre as jovens.

As Unidades Educacionais de Internação (Uneis) desempenham o papel de garantir a responsabilização e a educação de adolescentes autores de ato infracional, enquanto o GMF do TJMS, sob supervisão do desembargador Fernando Paes de Campos, atua no monitoramento e fomento de iniciativas que fortaleçam o sistema socioeducativo e os direitos dos jovens nele inseridos.

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