As cotações de diversos hortifrutigranjeiros comercializados na Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa/MS) sofreram alterações significativas durante a primeira semana de agosto. O quiabo destacou-se com a maior valorização, registrando um aumento de 20,04%, enquanto a laranja Pera Rio apresentou a maior queda, com 16,67%.
O quiabo, proveniente de Mato Grosso do Sul, viu sua caixa de 18 quilos saltar de R$ 200 para R$ 250. A elevação de preço é atribuída à redução da oferta no estado, principal fornecedor do produto na Ceasa/MS. O período de entressafra e as condições climáticas, com temperaturas mais baixas, impactaram o desenvolvimento das lavouras, diminuindo a disponibilidade no mercado.
O limão Tahiti, com origem em São Paulo, também experimentou um aumento de 10% em suas cotações. A caixa de 20 quilos passou de R$ 90 para R$ 100. Esta valorização ocorre em decorrência da menor disponibilidade da fruta no cinturão citrícola paulista, devido ao avanço da entressafra e ao encerramento da safra principal. Lotes de melhor qualidade têm sido mais procurados e, consequentemente, mais valorizados.
A cenoura, originária de Minas Gerais, teve uma alta de 7,69%, com a caixa de 20 quilos passando de R$ 120 para R$ 130. A região produtora de São Gotardo (MG) enfrenta menor oferta devido a atrasos no plantio da safra de inverno, causados por chuvas intensas entre março e abril. A retomada das aulas também influenciou positivamente a demanda pelo produto.
O tomate, comercializado com fornecimento de Goiás, Minas Gerais, Paraná e São Paulo, registrou uma alta de 8,33%. A caixa de 25 quilos passou de R$ 110 para R$ 120. Apesar da recuperação da produção em áreas produtoras, os volumes ainda não foram suficientes para suprir a demanda de forma expressiva. As condições climáticas favoráveis têm auxiliado na recuperação das lavouras, após um período de frio que atrasou a maturação.
Em contrapartida, a laranja Pera Rio, produzida em São Paulo, liderou a lista de quedas com uma redução de 16,67%. A caixa de 20 quilos diminuiu de R$ 35 para R$ 30. O mercado permanece sob pressão devido a um ritmo de demanda mais lento. A expectativa é de uma recuperação gradual do consumo com a retomada das aulas, elevação das temperaturas e a menor oferta de algumas variedades de tangerina.
O mamão Formosa, com origem em diversos estados incluindo Mato Grosso do Sul, apresentou uma queda de 11,11%. A caixa de 18 quilos caiu de R$ 100 para R$ 90, após cinco semanas consecutivas de valorização. Os preços recuaram diante da redução do interesse dos compradores, motivada pelos valores considerados elevados nas semanas anteriores.
A batata inglesa também se tornou mais acessível, com o saco de 50 quilos passando de R$ 180 para R$ 170, uma redução de 5,88%. O avanço da safra de inverno, condições climáticas propícias à colheita e o consequente aumento da oferta nos principais mercados contribuíram para a queda nas cotações.
A melancia, proveniente de Goiás e Tocantins, encerrou a semana com uma queda de 3,33%, o quilo passou de R$ 3,10 para R$ 3. O recuo é impulsionado pelo aumento da oferta, devido à recuperação da produção em Goiás e ao avanço das colheitas no Tocantins.
As flutuações da primeira semana de agosto evidenciam cenários distintos para os hortifrutigranjeiros na Ceasa/MS. Enquanto quiabo, limão Tahiti, tomate e cenoura enfrentaram pressões de preço por menor oferta ou maior demanda, a laranja Pera Rio, mamão Formosa, batata inglesa e melancia registraram quedas impulsionadas pela menor procura e maior disponibilidade no mercado.

