- Ministério Público de Mato Grosso do Sul realizou operação em Campo Grande.
- Equipamentos de bronzeamento artificial foram apreendidos em estabelecimento.
- A prática é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) conduziu uma operação em um estabelecimento de Campo Grande para apreender equipamentos utilizados em procedimentos irregulares de bronzeamento artificial. A ação foi coordenada pela 43ª Promotoria de Justiça, com apoio da Unidade de Apoio à Investigação (CI).
O local utilizava câmaras com lâmpadas fluorescentes de alta potência para fins estéticos, uma prática proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009. O serviço funcionava disfarçadamente em um espaço que se apresentava como loja de roupas e ateliê de costura.
Agentes encontraram os equipamentos em condições inadequadas de conservação e higiene. Os procedimentos continuavam sendo oferecidos mesmo após fiscalização da Vigilância Sanitária e a interdição do estabelecimento, ocorrida em março deste ano.
Investigação Abrangente e Riscos à Saúde Pública
Os responsáveis pelo estabelecimento são investigados também por possível publicidade enganosa. O local divulgava os serviços como legalizados, apesar da proibição vigente para o tipo de bronzeamento artificial oferecido.
A atuação do MPMS visa proteger a saúde dos consumidores e prevenir riscos associados ao uso desses equipamentos. A exposição à radiação ultravioleta pode aumentar o risco de câncer de pele, causar envelhecimento precoce e provocar danos aos olhos.
Consumidores são orientados a verificar a regularidade dos locais e as condições de segurança antes de realizar procedimentos estéticos. As investigações sobre o caso permanecem em curso.

