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Ministério Público de MS se manifesta favorável à análise de celular de familiar de suspeito de morte de PM em Corumbá

Destaques:

  • Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) manifestou apoio à quebra de sigilo telefônico de celular apreendido com familiar de um dos suspeitos envolvidos na morte de um policial militar em Corumbá.
  • A medida visa aprofundar as investigações sobre o crime, que resultou na morte do soldado Marcelo Pimenta da Silva em 30 de junho.
  • O celular em questão foi apreendido durante a operação que levou à prisão de suspeitos, incluindo Everton da Silva Viana, que morreu durante a abordagem policial.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) pronunciou-se favoravelmente à solicitação da polícia para quebrar o sigilo telefônico de um aparelho celular. O dispositivo foi apreendido durante a captura de indivíduos ligados à morte do soldado Marcelo Pimenta da Silva, ocorrida em Corumbá, a 429 quilômetros da capital.

O soldado Marcelo Pimenta da Silva faleceu em 30 de junho, após ser atingido por um disparo de fuzil. O incidente ocorreu durante uma tentativa de abordagem a um veículo onde estavam Everton da Silva Viana, conhecido como ‘BT/Tom’, 32 anos, Rubens Zilio Neto, apelidado de ‘Apolo’, e um terceiro comparsa ainda não identificado. Momentos antes do confronto, o grupo teria efetuado disparos contra uma residência em Ladário, com o objetivo de atingir um integrante de facção criminosa.

Após a morte do policial, Everton, sua companheira e Rubens foram localizados e detidos. Na ocasião da prisão, além de armamentos, celulares foram recolhidos. Inicialmente, a Justiça autorizou a quebra de sigilo apenas do aparelho pertencente à companheira de Everton. Em uma nova etapa da investigação, a polícia reiterou o pedido para analisar o celular apreendido com um familiar de Everton.

Na terça-feira (7), a promotoria do MPMS apresentou parecer favorável à representação policial para a quebra de sigilo. Everton da Silva Viana morreu no mesmo dia do crime, após, segundo informações, tentar agredir um policial durante a abordagem. A suspeita é que ele tenha efetuado o disparo fatal de fuzil, estando no banco de trás do veículo.

A mulher detida, apontada como companheira de Everton, teria sido responsável por ocultar o armamento utilizado na ação. Rubens, o ‘Apolo’, também preso, faleceu durante um ataque enquanto era transferido para Campo Grande. O terceiro envolvido, que estaria no mesmo carro, permanece foragido, com indícios de que possa ter se deslocado para a Bolívia.

O cenário de tensão em Corumbá, fronteira com a Bolívia, levou ao reforço da segurança na região desde o final de junho. Relatos de moradores descrevem um clima de apreensão e temor de novos confrontos, comparando a situação a cenários de violência urbana em outras cidades do país.

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