Miriam Rosa Matos, de 44 anos, que faleceu em um acidente na manhã deste sábado (20), na Rua Maracaju, em Campo Grande, havia chegado à Capital há cerca de 20 anos em busca de uma nova vida. Na cidade, a vigilante levava uma rotina solitária e descrita como tranquila. A notícia de sua morte, ocorrida após ser atingida por outro veículo, traz à tona reflexões sobre as circunstâncias de sua vida e os eventos que culminaram em sua perda.
Chegada a Campo Grande em 2005, Miriam almejava prosperar profissionalmente, enquanto sua mãe permaneceu no interior de Mato Grosso. Na Capital, sem a presença de parentes de primeiro grau, sua vida social era marcada por encontros familiares mais esporádicos, geralmente durante as festas de fim de ano na casa da avó.
O cotidiano de Miriam era discreto. Ela residia sozinha em uma kitnet, não era casada e mantinha uma vida sossegada, sem envolvimento com bebidas ou frequentes saídas. Sua rotina, porém, foi interrompida abruptamente quando, a caminho do trabalho, foi atingida por um veículo conduzido por um militar do Exército.
A família expressa o desejo por justiça, ressaltando que Miriam era uma trabalhadora e questionando a conduta do condutor, que estaria sob efeito de álcool ao volante. A irmã de Miriam está a caminho de Campo Grande para organizar a remoção do corpo, que será velado em Mato Grosso, no sítio da mãe.
O acidente, ocorrido na Rua Padre João Crippa, é agravado pela informação de que o condutor do outro veículo teria se envolvido em uma colisão anterior. O impacto foi tão forte que o corpo de Miriam foi arremessado a aproximadamente 50 metros do local.
Após o incidente, o condutor foi encaminhado para atendimento médico em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). No veículo que ele dirigia, uma caminhonete, foram encontradas evidências de consumo de álcool, como latas de cerveja e uma garrafa de conhaque. Na delegacia, após receber alta, o teste do bafômetro indicou a presença de 0,42 mg/L de ar alveolar, confirmando a ingestão de bebida alcoólica.

