Destaques:
- Servidora do TJMS participou de webinário focado na escuta de crianças e adolescentes de povos e comunidades tradicionais.
- O debate ressaltou a importância de considerar línguas, vínculos comunitários e histórias para a efetivação dos direitos infantojuvenis.
- A iniciativa se alinha às ações do Maio Laranja para o enfrentamento da violência sexual infantojuvenil.
Em 4 de maio, uma servidora da Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), Doemia Ignes Ceni, participou de um webinário com foco na escuta de crianças e adolescentes pertencentes a povos e comunidades tradicionais. O evento também contou com a presença da pedagoga Michele Alves Machado e da psicóloga Cátula Pelisoli, que atuou como mediadora.
O encontro proporcionou um debate aprofundado sobre como as línguas, os vínculos comunitários e as histórias de vida singularizam as experiências de crianças e adolescentes. A discussão enfatizou que a consideração desses fatores é crucial para a efetivação de seus direitos e a promoção da justiça social. Essa abordagem reconhece crianças e adolescentes como sujeitos de direitos, sem desconsiderar os coletivos, territórios e culturas às quais estão inseridos.
A escuta de crianças e adolescentes consiste em uma técnica que visa assegurar um atendimento humanizado, conduzido por profissionais qualificados em um ambiente adequado. O objetivo é evitar a repetição desnecessária de relatos traumáticos. Quando direcionada a povos indígenas e comunidades tradicionais, essa ação exige um alinhamento com especificidades culturais. É fundamental que as práticas institucionais sejam verdadeiramente comprometidas com a diversidade cultural e capazes de contextualizar as vivências dessas crianças e adolescentes.
Esta iniciativa integra as atividades do Maio Laranja, campanha dedicada à conscientização e ao enfrentamento da violência sexual infantojuvenil. A data oficial da campanha, 18 de maio, marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Brasil.


