InícioEconomiaMato Grosso do Sul: Desenvolvimento Sustentável como Pilar para Melhorar a Vida...

Mato Grosso do Sul: Desenvolvimento Sustentável como Pilar para Melhorar a Vida do Cidadão

Destaques

  • Mato Grosso do Sul adota pragmatismo ao integrar conservação ambiental e desenvolvimento econômico, visando a melhoria da qualidade de vida da população.
  • O Estado demonstra compatibilidade entre crescimento econômico acelerado e agenda conservacionista, evidenciada pela redução de beneficiários de programas sociais e aumento do salário médio.
  • A sustentabilidade de programas de conservação como o PSA Pantanal depende de articulação multinível e da capacidade de geração de recursos públicos e privados.

Campo Grande, MS – Em um evento que reuniu autoridades e especialistas para debater a conservação de espécies migratórias e animais silvestres, o secretário adjunto da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) de Mato Grosso do Sul, Artur Falcette, apresentou a visão do Governo do Estado sobre a intrínseca relação entre conservação e desenvolvimento. A declaração ocorreu durante o 2º Encontro Regional Centro-Oeste do ICLEI Brasil, sediado no Bioparque Pantanal, em Campo Grande.

Conservação com e para as Pessoas

Falcette enfatizou que a estratégia do Estado para a agenda de conservação é eminentemente pragmática e inclusiva. A premissa fundamental é que a conservação não deve ocorrer em detrimento das pessoas, mas sim em conjunto com elas e em benefício direto de sua qualidade de vida. “Ela faz parte daquilo que vai proporcionar a melhor qualidade de vida para o sul-mato-grossense, naturalmente”, afirmou o secretário adjunto, ressaltando que o processo de transformação promovido pelo Estado busca, em última instância, gerar oportunidades e fortalecer a capacidade de investimento em áreas prioritárias, conectando diretamente essas ações à agenda conservacionista.

Indicadores de Crescimento e a Desmistificação da Incompatibilidade Ambiental

Durante sua explanação, dirigida a uma audiência diversificada, incluindo visitantes de outros estados e estrangeiros, Falcette apresentou dados robustos sobre o desempenho econômico de Mato Grosso do Sul. Ele destacou que, nos últimos três anos, o Estado registrou um crescimento superior ao da China em seus períodos de maior expansão econômica. Além disso, ressaltou o avanço significativo na industrialização: “É o Estado que, nos últimos 15 anos, mais se industrializou no Brasil, teve o maior avanço do seu parque de industrialização.”

Essa trajetória vem desmistificando a antiga crença de que crescimento econômico e agenda conservacionista seriam incompatíveis. Mato Grosso do Sul, segundo o representante do governo, tem provado que a conciliação é não apenas possível, mas um motor para transformações sociais e econômicas positivas. “Nosso esforço é justamente esse: como a gente compatibiliza uma agenda de crescimento – que para o Estado ela é cara – e ela é prioridade, porque essa é a única forma que a gente consegue entregar algumas transformações”, ponderou. Entre as transformações citadas, estão a redução em um terço do número de beneficiários de programas sociais nos últimos anos, e a ascensão do salário médio estadual, saindo da 21ª para uma das cinco melhores posições do Brasil, com a terceira maior renda per capita do país.

Desafios da Sustentabilidade e o Papel do Estado

A sustentabilidade de iniciativas de conservação de longo prazo, contudo, enfrenta desafios intrínsecos à sua natureza e à necessidade de recursos financeiros. Falcette alertou que a criação de unidades de conservação, por exemplo, embora pareça uma solução simples, requer capacidade de gestão e investimento contínuo para ser efetiva. “Ela não depende exclusivamente de vontade política, ela depende muito mais de recurso”, salientou.

Nesse contexto, o Programa de Pagamento de Serviços Ambientais (PSA) Pantanal foi citado como um exemplo de sucesso, com a distribuição de mais de R$ 9 milhões para entidades e produtores rurais que atuam na conservação do bioma, tornando-se o maior programa do tipo no Brasil. Contudo, para a perpetuidade de tais programas, o Estado precisa garantir a geração de recursos. Falcette reconheceu o papel fundamental das organizações da sociedade civil na alocação de recursos para essa agenda, muitas vezes com maior eficiência do que o próprio poder público.

Articulação Multinível para o Futuro

Diante desse cenário, o secretário adjunto defende uma articulação robusta e multinível, envolvendo o poder público, a iniciativa privada e as organizações civis. Essa colaboração é vista como essencial para manter os programas conservacionistas e toda a agenda de desenvolvimento sustentável do Estado. “Essa articulação entre todos esses entes que vai propiciar que a gente tenha capacidade de fazer essa articulação com os parceiros. É uma somatória de todos esses atores que faz com que a gente consiga caminhar nessa agenda com a expectativa de que ela seja uma agenda para melhorar a qualidade de vida das pessoas”, concluiu.

O ICLEI (Governos Locais pela Sustentabilidade) é uma rede global que congrega mais de 2.500 cidades e regiões comprometidas com o desenvolvimento urbano sustentável, baixo carbono, resiliência e biodiversidade. Mato Grosso do Sul integra a rede desde 2023, acompanhado por outras cidades e estados que se juntam à iniciativa a partir da COP15.

Obtido via RSS Feed para: semadesc.ms.gov.br

RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

EM ALTA

O QUE ESTÃO FALANDO