Destaques:
- Aquidauana registrou a máxima de 40,2°C em um cenário de umidade do ar em 13%.
- Cinco cidades de Mato Grosso do Sul apresentaram temperaturas próximas aos 40°C, com Corumbá aparecendo quatro vezes no ranking das mais quentes.
- A baixa umidade do ar, especialmente em Água Clara e Paranaíba, atinge níveis críticos, exigindo atenção com a saúde pública e prevenção de incêndios.
Mato Grosso do Sul experimentou um dia marcado por extremos climáticos, com a cidade de Aquidauana registrando a temperatura de 40,2°C em um contexto de umidade relativa do ar alarmantemente baixa, chegando a 13%. Este cenário de calor intenso e ar seco se estendeu por diversas regiões do estado, com outras quatro localidades apresentando termômetros próximos ou acima dos 40°C, conforme monitoramento do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima.
Padrão de Calor Extremo em Diversas Localidades
A Fazenda Barranco Alto, situada na região da Nhecolândia em Aquidauana, foi o epicentro do calor no estado. A segunda maior marca foi observada em Pedro Gomes, com 39,7°C. Corumbá demonstrou a sua vulnerabilidade ao calor extremo, figurando em quatro posições no levantamento das cidades mais quentes. A Fazenda São Francisco, no Paiaguás, registrou 39,4°C, seguida pela área urbana da cidade com 39,3°C. Outras regiões de Corumbá, como a Fazenda Eldorado da Formosa (38,9°C) e a Fazenda Campo Zélia (38,7°C), também figuraram no top 10.
Alcinópolis, com 39°C em sua Fazenda Vale do Cedro, ocupou a quinta posição no ranking. Água Clara apareceu em seguida, com 38,8°C, enquanto Nhumirim, na Nhecolândia, registrou 38,7°C, completando as posições mais elevadas de temperatura. A capital Campo Grande, apesar de apresentar uma diferença de 4,9°C em relação à máxima estadual, registrou 35,3°C.
O Risco da Umidade do Ar Abaixo dos 20%
Paralelamente às altas temperaturas, a baixa umidade relativa do ar representa um grave problema de saúde pública e ambiental. Água Clara e Paranaíba lideram este preocupante índice, com 13% de umidade. Sonora e Cassilândia seguem com 14%, enquanto Figueirão, São Gabriel do Oeste, Costa Rica, Alcinópolis e Três Lagoas apresentaram 15%. Em Campo Grande, o índice atingiu 16%.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a umidade do ar fique entre 40% e 70%. Índices inferiores a 20% aumentam o risco de problemas respiratórios, irritações nos olhos e garganta, além de favorecer a propagação de doenças como a gripe. Adicionalmente, a atmosfera seca eleva significativamente o risco de incêndios florestais, uma preocupação constante em um estado com grande extensão de vegetação nativa e áreas de agronegócio.
A persistência de tais condições climáticas levanta questionamentos sobre a adaptação de comunidades e infraestruturas às mudanças climáticas e a eficácia das medidas de prevenção e resposta a eventos extremos. Como o estado se prepara para mitigar os impactos do calor e da secura na saúde da população e no meio ambiente?

