InícioGeralPantanal: Imasul Prioriza 97 Fazendas em Corumbá para Queima Prescrita

Pantanal: Imasul Prioriza 97 Fazendas em Corumbá para Queima Prescrita

Destaques:

  • Imasul publicou mapa com 97 fazendas em Corumbá para queima prescrita no Pantanal.
  • Ação busca reduzir material combustível e prevenir grandes incêndios na região.
  • Alerta climático para 2026 indica temperaturas acima da média e chuvas irregulares, intensificando o risco de fogo.

Queima Prescrita e Alerta no Pantanal

O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) divulgou o mapa de áreas prioritárias para queima prescrita no Pantanal. A lista inclui 97 fazendas, todas localizadas no município de Corumbá.

A quantidade de propriedades rurais na lista representa uma redução de 66% em comparação com 2025, quando o total era de 286. A queima prescrita é uma técnica estratégica utilizada para diminuir a quantidade de material combustível na vegetação, prevenindo incêndios de grande proporção.

A medida é amparada pelo decreto de “Estado de Emergência Ambiental”, vigente por 180 dias em Mato Grosso do Sul. A decisão foi tomada devido às condições climáticas que favorecem a propagação descontrolada de focos de incêndios florestais.

Previsão Climática e o Efeito El Niño

Uma nota técnica detalha que o cenário é particularmente crítico no Pantanal. A umidade do solo e da vegetação está em níveis reduzidos, o que aumenta significativamente a probabilidade de ocorrência e alastramento de incêndios florestais.

A previsão climática para o trimestre de junho, julho e agosto de 2026 aponta temperaturas acima da média histórica e chuvas irregulares. Este quadro contribui para a manutenção das condições de seca e, consequentemente, para o risco elevado de incêndio.

No início de junho, o governo de Mato Grosso do Sul decretou situação de emergência ambiental. O objetivo é reforçar o planejamento e o enfrentamento de possíveis eventos climáticos extremos.

Entre os principais impactos esperados para o estado, estão o aumento dos períodos de calor, maior evaporação e perda de umidade do solo, irregularidade na distribuição das chuvas, possíveis veranicos na estação chuvosa, pressão sobre recursos hídricos e setor energético, e o agravamento do risco de incêndios florestais.

Os efeitos do El Niño devem se intensificar a partir do fim do inverno e durante a primavera de 2026. Modelos climáticos indicam um fortalecimento do fenômeno nesse período.

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