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MEC Reforça Políticas de Permanência para Estudantes Indígenas em Mato Grosso do Sul

Investimentos e Ampliação do Acesso ao Ensino Superior

A busca por universidades que espelhem a diversidade brasileira e o fortalecimento de políticas voltadas à permanência estudantil indígena foram os focos da agenda do Ministro da Educação, Leonardo Barchini, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande. O estado, que figura com a terceira maior população indígena do país, sediou discussões e anúncios prioritários para a inclusão, a manutenção e a ampliação do acesso dos povos originários ao ensino superior.

Durante o evento, o Ministério da Educação (MEC) oficializou a inauguração de novas instalações acadêmicas direcionadas a estudantes indígenas no Campus de Aquidauana. Paralelamente, foi entregue o Autocine – Centro de Convivência e Empreendedorismo Estudantil, no Campus Campo Grande. A ocasião também marcou a assinatura de ordens de serviço para a expansão do programa Aldeias Conectadas, visando ampliar o acesso à internet e recursos digitais em comunidades indígenas, bem como para a obra de infraestrutura elétrica do Bloco 4 do Campus de Paranaíba.

Os investimentos federais destinados à UFMS nesta iniciativa somam R$ 35 milhões. Este montante é composto por R$ 12,6 milhões referentes às ações anunciadas durante o evento e R$ 22,4 milhões oriundos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), direcionados à expansão e consolidação da universidade.

Entre os anúncios, destacam-se os recursos destinados à educação indígena: R$ 4 milhões foram alocados para a expansão das estruturas do Programa UFMS Indígena, e R$ 300 mil para a ampliação do Aldeias Conectadas.

Ao avaliar os resultados das políticas de assistência estudantil, o ministro ressaltou que os indicadores entre estudantes indígenas evidenciam a eficácia dos programas de permanência. Segundo ele, tais investimentos integram o esforço de aumentar a representatividade de grupos historicamente sub-representados nas instituições de ensino superior brasileiras. Ele declarou que “o importante é que, no Brasil, metade dos estudantes das universidades federais abandona os cursos, enquanto os indígenas estão concluindo. Isso quer dizer que a nossa política pública de permanência está funcionando”.

O ministro também comunicou a ampliação das bolsas do programa Bolsa Permanência para estudantes indígenas e quilombolas. Quando o atual governo iniciou, o programa contava com aproximadamente 4,5 mil bolsas. Para o semestre corrente, a expectativa é que o número alcance 10 mil em âmbito nacional. “Hoje temos 12 mil estudantes indígenas nas universidades federais do Brasil. Nosso compromisso é que, até o final do ano, todos os estudantes indígenas possam ter a Bolsa Permanência para que concluam seus estudos com dignidade”, afirmou.

Acolhimento e Estruturas para Permanência Acadêmica

Os recursos investidos no Programa UFMS Indígena foram aplicados na criação de novos espaços focados no acolhimento e na permanência acadêmica dos estudantes. Foram entregues o Alojamento Indígena, o Laboratório de Informática, o LabCrie Indígena, a Sala Verde Indígena, a Copa Acadêmica, a Brinquedoteca e a Sala de Lactantes. As instalações foram concebidas para atender discentes que se deslocam de suas aldeias e comunidades de origem para cursar o ensino superior, com o propósito de proporcionar melhores condições de moradia, estudo e convivência durante o período de graduação.

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