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Paixão pelo Futebol: Policial Aposentado de Campo Grande Monta Acervo Histórico de Bolas de Copas do Mundo

Destaques:

  • Wilson Xavier Paiva, policial civil aposentado de 60 anos, coleciona bolas de todas as Copas do Mundo da FIFA em Campo Grande.
  • Seu acervo conta com 32 exemplares, incluindo modelos históricos, réplicas oficiais e a bola prevista para a Copa de 2026.
  • A coleção iniciada em 2023 desperta grande interesse e representa a paixão do colecionador pelo esporte e suas memórias.

O futebol sempre esteve intrinsecamente ligado à vida de Wilson Xavier Paiva. Aos 60 anos, o policial civil aposentado encontrou uma maneira singular de perpetuar seu vínculo com o esporte mais popular do planeta: a formação de uma coleção dedicada às bolas que marcaram as edições da Copa do Mundo da FIFA ao longo de sua história.

Residente em Campo Grande, Wilson abriga atualmente 32 peças que simbolizam diferentes momentos do torneio global. O conjunto inclui desde modelos emblemáticos de outrora até réplicas oficiais, além da versão já apresentada para a Copa do Mundo de 2026, que terá sede nos Estados Unidos, Canadá e México.

O interesse pelo futebol remonta à infância de Wilson. Como tantos brasileiros, ele cresceu atuando nas ruas, nutindo uma devoção que o acompanharia por toda a existência. O envolvimento com o esporte foi tão profundo que o levou a integrar as categorias de base do tradicional Esporte Clube Comercial, de Mato Grosso do Sul, e a participar de partidas da equipe principal durante a década de 1980.

A concepção da coleção, contudo, materializou-se mais recentemente. Em 2023, ao explorar plataformas de comércio eletrônico internacionais, Wilson deparou-se com uma réplica da bola utilizada na Copa do Mundo de 1966, sediada na Inglaterra – ano que coincide com seu nascimento. Tal aquisição incitou o anseio de reunir os demais modelos que pontuaram a trajetória da competição.

Desde então, ele tem dedicado esforços na busca por exemplares de diversas épocas, edificando gradualmente um acervo que abrange décadas de avanços tecnológicos e transformações estéticas no design esportivo. Entre os itens de maior apreço, destaca-se a bola de 1966, tida como preferida por sua conexão pessoal com sua própria linha do tempo.

Outro modelo que evoca recordações significativas é a célebre Adidas Tango, empregada nas Copas do Mundo da Argentina e da Espanha. Segundo o colecionador, esta foi uma das bolas mais notáveis de seu tempo, por apresentar inovações que minimizavam a absorção de água – um fator com considerável impacto no desempenho durante os jogos.

A maioria das peças foi adquirida em portais especializados no exterior. Diversas delas são produzidas no Paquistão, país reconhecido globalmente pela expertise em fabricação de artigos esportivos. O investimento médio por unidade situa-se na faixa de R$ 500, englobando custos de importação e tributos.

A despeito do capital investido na coleção, Wilson assegura que a recompensa primordial reside na satisfação pessoal e na redescoberta das memórias forjadas ao longo de décadas de acompanhamento do futebol. O acervo frequentemente atrai a atenção de amigos e visitantes, que se manifestam surpresos ao constatar a reunião de modelos que moldaram diferentes gerações de entusiastas.

Com a incorporação da bola destinada à Copa do Mundo de 2026, a coleção encontra-se praticamente completa. Não obstante, o colecionador já delineia seus planos futuros. A expectativa agora recai sobre a aquisição da edição especial que deverá ser utilizada exclusivamente na partida final do torneio, visando a manutenção constante da atualidade do acervo.

Para Wilson, cada bola transcende a condição de mero objeto esportivo. Elas narram capítulos da história do futebol mundial e guardam consigo lembranças de uma paixão que transcende gerações e mantém sua proeminência em sua vida.

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