Morreu na manhã desta terça-feira (7), aos 95 anos, o autor de novelas Benedito Ruy Barbosa. A causa do falecimento foi insuficiência renal crônica. O dramaturgo estava internado em São Paulo e passava por problemas de saúde recentes.
Legado de Clássicos
Benedito Ruy Barbosa consolidou-se como um dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira. Sua obra inclui clássicos que se tornaram marcos culturais, como ‘Pantanal’, ‘Renascer’, ‘Sinhá Moça’ e ‘Cabocla’. Nascido em Gália, interior de São Paulo, em 17 de abril de 1931, sua carreira começou no jornalismo, passando por veículos como O Estado de São Paulo e Gazeta Esportiva.
O primeiro romance publicado, ‘Fogo Frio’, em 1959, abriu as portas para a televisão. Sua estreia em folhetins ocorreu em 1966, com ‘Somos Todos Irmãos’, exibido pela extinta TV Tupi. A trajetória incluiu passagens pela TV Excelsior e Record, até chegar à Rede Globo, onde emplacou sucessos como ‘Meu Pedacinho de Chão’ (1971) – a primeira novela das seis –, ‘O Feijão e o Sonho’ (1976) e ‘Cabocla’ (1979).
Impacto Regional e Nacional
Um dos ápices de sua carreira foi a novela ‘Pantanal’, lançada em 1990 pela Rede Manchete. A obra, ambientada na rica paisagem sul-mato-grossense, conquistou o público e gerou grande repercussão, destacando a beleza natural e a cultura da região. O sucesso incomodou a concorrência e marcou um período significativo na história da televisão brasileira.
Ao retornar à Globo, Benedito Ruy Barbosa continuou a entregar produções de grande apelo, como ‘O Rei do Gado’ (1996), ‘Terra Nostra’ (1999) e ‘Esperança’ (2002). Ele também foi responsável por remakes de suas próprias obras, como ‘Cabocla’ (2004) e ‘Sinhá Moça’ (2006). Sua última novela original na emissora foi ‘Velho Chico’ (2016), que apresentou um formato diferente e gerou discussões.
Além de novelas, Benedito Ruy Barbosa contribuiu para a série ‘Sítio do Picapau Amarelo’ e roteirizou filmes, consolidando um legado extenso e diversificado na arte brasileira.

