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Etanol de Milho: Nova Usina Reforça Potencial de MS como Polo de Bioenergia e Gera Debates sobre Sustentabilidade

Marco na Produção de Bioenergia

Mato Grosso do Sul dá mais um passo significativo no fortalecimento de sua matriz energética com a emissão da Licença de Instalação para a implantação de uma usina de produção de etanol a partir do milho pelo Grupo Atvos, em Nova Alvorada do Sul. Este empreendimento, situado na unidade Santa Luzia, representa a quarta planta do gênero no estado e simboliza uma injeção expressiva de capital, com investimento superior a R$ 1 bilhão. A nova unidade tem previsão de processar 642 mil toneladas de milho anualmente, com o objetivo de produzir 273 mil metros cúbicos de etanol. Além disso, a usina gerará subprodutos de alto valor agregado, como 183 mil toneladas de DDG (Dier Dried Grains, utilizado na nutrição animal) e 13 mil toneladas de óleo de milho, diversificando a cadeia produtiva do agronegócio local.

Integração e Ampliação da Eficiência Operacional

A estratégia de integrar a produção de etanol a partir do milho com a já existente de cana-de-açúcar visa garantir uma operação contínua ao longo de todo o ano. Essa sinergia operacional não apenas otimiza a eficiência do complexo industrial em Nova Alvorada do Sul, mas também consolida Mato Grosso do Sul como um polo estratégico para o Grupo Atvos, que já possui outras unidades produtivas em estados como São Paulo, Goiás e Mato Grosso. A expectativa é que a nova fábrica amplie em 50% a produção de etanol do complexo, consolidando a posição do estado no cenário nacional de bioenergia. Essa iniciativa reforça a visão de que investimentos em infraestrutura e tecnologia, lastreados por uma relação colaborativa entre o setor público e o privado, impulsionam o desenvolvimento econômico e social.

Impactos Socioeconômicos e Segurança Energética

A implantação da usina de etanol de milho em Nova Alvorada do Sul promete gerar um impacto econômico considerável para a região e o estado. Estima-se a criação de cerca de 2 mil empregos durante a fase de obras, com a previsão de contratação de pelo menos 100 trabalhadores para a operação da linha de produção após a conclusão do empreendimento, com prioridade para moradores locais. A expectativa é que as obras sejam concluídas em um prazo de dois anos. O investimento é visto como um vetor de energia limpa, segurança alimentar e, consequentemente, de geração de emprego, renda e desenvolvimento. A associação com a educação e a elevação do nível salarial médio na região são apontados como benefícios diretos para a força de trabalho local.

Cenário do Etanol de Milho em Mato Grosso do Sul

Com a chegada da planta da Atvos, Mato Grosso do Sul passa a contar com quatro usinas dedicadas à produção de etanol de milho. O estado já opera unidades similares da Inpasa em Dourados e Sidrolândia, e da CerradinhoBio (Neomille) em Maracaju. Estes empreendimentos somam-se às 19 usinas que produzem etanol a partir da cana-de-açúcar. No último ciclo produtivo, o estado registrou a produção de 5 bilhões de litros de etanol, com 44% originados do milho. A expectativa é que, com a nova usina em plena operação, a participação do etanol de milho na produção total do estado ultrapasse a marca de 50%, consolidando o milho como um pilar fundamental na economia sucroenergética sul-mato-grossense. O processo de licenciamento ambiental, embora rigoroso, foi marcado pela celeridade do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), que designou equipes de fiscalização exclusivas para agilizar os trâmites de projetos do setor sucroenergético, assegurando a observância de condicionantes ambientais e sociais.

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