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Custo da Cesta Básica em Campo Grande Atinge R$ 841, Posicionando a Capital entre as Mais Caras do País

Custo da Cesta Básica em Campo Grande Atinge R$ 841, Posicionando a Capital entre as Mais Caras do País

Destaques:

  • Em maio de 2026, o valor médio da cesta básica em Campo Grande atingiu R$ 841,19, colocando a capital sul-mato-grossense na oitava posição entre as mais caras do Brasil.
  • Batata, tomate e feijão foram os itens que mais registraram aumentos significativos, enquanto café em pó e carne bovina apresentaram quedas em seus preços.
  • A aquisição da cesta básica comprometeu 56,10% da renda líquida do trabalhador campo-grandense que recebe salário mínimo, exigindo 114 horas e 10 minutos de trabalho.

Os preços do conjunto de alimentos básicos registraram aumento generalizado em todas as 27 capitais brasileiras pesquisadas em maio de 2026. A tendência nacional reflete a pressão exercida principalmente por produtos como batata, tomate, feijão e carne bovina.

Custo e Posição da Cesta em Campo Grande

Entre abril e maio de 2026, as maiores altas foram observadas em Recife (8,05%), Florianópolis (7,81%), Fortaleza (7,48%) e Porto Alegre (7,24%), entre outras capitais.

São Paulo manteve a cesta básica mais cara do país, com um custo médio de R$ 952,20. Em seguida, aparecem Cuiabá (R$ 925,49), Rio de Janeiro (R$ 914,48) e Florianópolis (R$ 913,43).

Em Campo Grande, a cesta básica registrou um aumento de 1,73% de abril para maio, alcançando um custo médio de R$ 841,19. Esse valor posiciona a capital de Mato Grosso do Sul como a oitava cidade com a cesta básica mais cara do país, superando capitais como Belo Horizonte, Goiânia, Brasília, Fortaleza e Salvador.

Na comparação anual, o custo da cesta básica em Campo Grande acumulou uma alta de 6,56% em relação a maio de 2025. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o aumento foi de 8,41%.

Variação dos Preços de Produtos Essenciais

Dos 13 produtos que compõem a cesta básica analisada na Capital, apenas três itens apresentaram aumento de preços entre abril e maio: batata (46,71%), tomate (21,37%) e feijão carioca (8,37%).

Em contrapartida, dez itens registraram redução nos preços médios: banana (-10,84%), café em pó (-7,86%), açúcar cristal (-4,35%), manteiga (-2,23%), óleo de soja (-1,35%), leite integral (-1,32%), carne bovina de primeira (-1,11%), farinha de trigo (-0,91%), pão francês (-0,55%) e arroz agulhinha (-0,24%).

No acumulado de 12 meses, os maiores aumentos em Campo Grande foram notados no feijão carioca (46,62%), tomate (29,93%) e batata (29,86%). As maiores reduções, por sua vez, ocorreram no açúcar cristal (-22,81%), arroz agulhinha (-20,27%) e café em pó (-12,15%).

Entre dezembro de 2025 e maio de 2026, os produtos que mais encareceram na Capital foram tomate (92,64%), batata (80,15%) e feijão carioca (47,05%), evidenciando a forte pressão dos hortifrutigranjeiros e grãos sobre o orçamento familiar.

Fatores Determinantes para as Alterações de Preços

Os principais responsáveis pelo aumento mensal da cesta em Campo Grande foram a batata e o tomate. Ambos os itens tiveram forte valorização em diversas regiões do país devido à redução da oferta. No caso da batata, o encerramento da safra das águas e o início da colheita da safra de inverno contribuíram para a elevação dos preços. O tomate, por sua vez, foi impactado pela menor oferta causada pelo clima mais frio e pela incidência de pragas em algumas regiões produtoras.

Um ponto de destaque para Campo Grande foi a queda de 7,86% no preço do café em pó, a maior redução entre as capitais brasileiras para esse produto no período. O avanço da colheita e as perspectivas favoráveis para a safra brasileira contribuíram para essa diminuição.

A capital sul-mato-grossense também foi a única do país a registrar queda no preço da carne bovina de primeira em maio, com recuo de 1,11%. Nas demais cidades pesquisadas, o produto teve aumento, impulsionado pela demanda externa aquecida e pela oferta restrita de animais prontos para abate.

Impacto na Renda do Trabalhador

O impacto sobre a renda do trabalhador foi significativo. Em maio, um trabalhador de Campo Grande que recebia salário mínimo precisou trabalhar 114 horas e 10 minutos para adquirir a cesta básica, um aumento em relação às 112 horas e 13 minutos exigidos em abril.

Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto da Previdência Social, a compra da cesta comprometeu 56,10% da renda mensal do trabalhador campo-grandense em maio. Esse percentual é superior à média nacional de 52,01%, indicando que mais da metade dos rendimentos do trabalhador com piso salarial na capital é destinada à aquisição de alimentos básicos.

Os dados revelam que, apesar da alta registrada em Campo Grande ter sido menor do que em outras capitais brasileiras em maio, o custo da alimentação permanece elevado e continua a consumir uma parcela substancial do orçamento das famílias na Capital.

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