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XX Jornada Lei Maria da Penha em Campo Grande: Reflexões e Ações pelos 20 Anos da Lei

Destaques:

  • Campo Grande sediará a XX Jornada Lei Maria da Penha nos dias 27 e 28 de agosto, reunindo especialistas e representantes do sistema de Justiça.
  • O evento comemora os 20 anos da Lei nº 11.340/2006, um marco na proteção dos direitos das mulheres brasileiras.
  • A programação visa debater avanços, desafios e estratégias para o fortalecimento de políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero no país.

Um Palco para o Debate Nacional em Mato Grosso do Sul

A preparação para a XX Jornada Lei Maria da Penha, um dos principais encontros nacionais dedicados ao enfrentamento da violência contra a mulher, avança com a confirmação de Campo Grande como sede. Nos dias 27 e 28 de agosto, a capital sul-mato-grossense se tornará o epicentro de discussões que reúnem especialistas, magistrados, membros do sistema de Justiça e representantes da sociedade civil. A escolha do local e a definição da data sinalizam a importância do evento, que neste ano possui um caráter especial ao celebrar duas décadas da Lei nº 11.340/2006, legislação considerada fundamental na salvaguarda dos direitos femininos no Brasil.

Planejamento e Coordenação: O Papel Estratégico do Judiciário

A condução dos trabalhos para a realização da Jornada é assegurada por um Grupo de Trabalho instituído pela presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Este grupo tem a incumbência de planejar, organizar, coordenar e executar o evento. A supervisão dessas atividades recai sobre a conselheira do CNJ e desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), Jaceguara Dantas da Silva, que também é supervisora da Política Judiciária Nacional Programática de Enfrentamento à Violência contra Mulheres. A composição do grupo reflete uma ampla colaboração, incluindo magistrados, servidores e representantes de diversas esferas do sistema de Justiça, com notável participação do TJMS, o que sublinha a relevância da iniciativa para o estado.

Temas Centrais e Impacto Social

A programação, a ser desdobrada na capital sul-mato-grossense, foi concebida para contemplar um amplo espectro de debates. As discussões abordarão os avanços conquistados, os desafios persistentes e as estratégias que podem ser implementadas para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção das mulheres e ao combate efetivo à violência de gênero em âmbito nacional. A Jornada, realizada anualmente pelo CNJ desde 2007, tem como preceitos primordiais a celebração da criação da lei, a promoção do diálogo sobre sua aplicação prática e o fortalecimento do papel do sistema de Justiça como agente central no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.

Legado e Futuro das Ações de Combate

Ao longo de suas edições, a Jornada Lei Maria da Penha tem sido um catalisador para a implementação de diversas iniciativas. Entre elas, destacam-se a capacitação contínua em direitos humanos sob a ótica de gênero, a articulação entre o Poder Judiciário e a rede de proteção às vítimas, a criação de unidades judiciárias especializadas e o fortalecimento de fóruns e coordenadorias dedicadas à temática, como o Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Fonavid) e as Coordenadorias Estaduais da Mulher. As reflexões e propostas geradas nas Jornadas também contribuem significativamente para a disseminação de boas práticas e a construção de políticas públicas mais eficazes, promovendo a integração entre o Judiciário e setores cruciais como segurança pública, assistência social, saúde, educação, trabalho e habitação. Ao final de cada encontro, uma Carta de Propostas é elaborada, orientando o aprimoramento das ações institucionais e consolidando o evento como um espaço estratégico para a formulação e articulação de estratégias no combate à violência contra as mulheres.

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