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Mato Grosso do Sul: Um Terço das Crianças Acompanhadas na Rede Pública Apresenta Excesso de Peso

  • Um terço das crianças acompanhadas na rede pública de saúde em Mato Grosso do Sul apresenta excesso de peso.
  • O índice estadual, que considera crianças de 0 a 9 anos, é similar à média nacional.
  • Acompanhamento regular e ações governamentais são cruciais para identificar e prevenir a condição.

Levantamentos recentes sobre a saúde infantil em Mato Grosso do Sul indicam que 33% das crianças com idade entre 0 e 9 anos, que recebem acompanhamento na rede pública de saúde, possuem excesso de peso. Este percentual engloba casos de sobrepeso, obesidade e obesidade grave, e reflete um cenário semelhante ao encontrado em nível nacional.

Ao expandir o recorte para incluir indivíduos de 0 a 19 anos, os números de excesso de peso no estado também se mantêm consistentes com a média do país.

Análise dos Dados

Dados parciais do levantamento atual mostram uma estabilidade no índice de excesso de peso infantil nos últimos 11 anos, com uma notável elevação registrada durante o primeiro ano da pandemia de COVID-19. Esta flutuação destaca a sensibilidade dos indicadores de saúde a fatores externos e contextuais.

Estratégias de Prevenção e Acompanhamento

A identificação e a prevenção do excesso de peso em crianças demandam o acompanhamento regular de seu crescimento e desenvolvimento em unidades básicas de saúde. Por meio da aferição de peso e altura, profissionais de saúde podem diagnosticar precocemente o excesso de peso ou o grau de obesidade, possibilitando o início de um plano de tratamento. Este plano geralmente envolve uma abordagem multifacetada, priorizando a reeducação alimentar e podendo incluir, quando necessário, acompanhamento psicológico.

No âmbito estadual, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul prioriza a questão do sobrepeso por meio de iniciativas como o Programa Saúde na Escola (PSE), que promove hábitos alimentares saudáveis e incentiva a prática de atividades físicas. Adicionalmente, a pasta atua pela Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), que define metas para fomentar a alimentação adequada e saudável e fortalecer a segurança alimentar e nutricional na região.

Especialistas da área de alimentação e nutrição ressaltam o papel fundamental da família no processo. A presença regular da criança nas unidades de saúde permite monitorar seu desenvolvimento e identificar precocemente quaisquer alterações nutricionais. Essa detecção precoce amplia significativamente as chances de implementar mudanças positivas para a saúde infantil.

O ambiente contemporâneo, muitas vezes, apresenta desafios às escolhas saudáveis, caracterizado pelo aumento da disponibilidade de alimentos ultraprocessados, pelo custo elevado de alimentos in natura e minimamente processados, e pela prevalência de comportamentos sedentários. Tais elementos configuram um ambiente considerado obesogênico, que favorece o desenvolvimento da obesidade.

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