Um grupo de magistrados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul celebra nesta quarta-feira, 10 de junho, 27 anos de atuação na magistratura estadual. Empossados em 1999, após aprovação no XVIII Concurso para Juiz Substituto, esses profissionais vivenciaram e impulsionaram mudanças significativas na prestação jurisdicional ao longo de quase três décadas.
Integrantes deste grupo incluem os juízes César Castilho Marques, Carlos Alberto Garcete de Almeida, Cíntia Xavier Letteriello, David de Oliveira Gomes Filho, Denize de Barros Dodero, Fábio Possik Salamene, Katy Braun do Prado, Marcelo Andrade Campos Silva, Maurício Petrauski, Paulo Henrique Pereira, Ricardo Gomes Façanha, Sueli Garcia e Fauser Dualibi (in memoriam).
A trajetória desses magistrados acompanha a própria evolução do Judiciário sul-mato-grossense, especialmente a digitalização de processos, a expansão do acesso à Justiça e a aproximação com a sociedade. O juiz César Castilho ressalta que o compromisso com a Justiça exige reflexão contínua e responsabilidade, dado o impacto direto de cada decisão na vida das pessoas.
Outros membros da turma compartilham a visão sobre a evolução da carreira. O juiz David de Oliveira Gomes Filho destaca que as mudanças sociais e os avanços tecnológicos alteraram a atividade jurisdicional, trazendo maior celeridade e alcance, mas também aumentando a complexidade das demandas.
A juíza Katy Braun do Prado aponta o aumento da judicialização de políticas públicas como um desafio na área da infância, juventude e pessoa idosa, exigindo a conciliação entre produtividade e qualidade das decisões.
A juíza Denize de Barros Dodero enfatiza que a evolução institucional demandou novas competências dos magistrados, incluindo habilidades de gestão, liderança e comunicação, além do conhecimento jurídico, para uma atuação mais estratégica e integrada.
As carreiras individuais abrangeram diversas comarcas do estado, funções administrativas e atuações em órgãos como Turmas Recursais, Corregedoria-Geral de Justiça, Justiça Eleitoral e Presidência do Tribunal, fortalecendo a estrutura judiciária local.
Estes 27 anos de magistratura simbolizam a consolidação de uma geração de juízes que testemunhou a transição de um sistema presencial e burocrático para um modelo digital, focado em eficiência, transparência e maior proximidade com o cidadão.

