Destaques:
- Super El Niño pode gerar custos mais altos e incertezas para o agronegócio sul-mato-grossense.
- Produção de milho impactada eleva preço da ração animal, afetando cadeias de aves, suínos, leite e bovinos.
- Aumento no preço dos alimentos pressiona a inflação e pode prolongar cenário de juros elevados.
O Super El Niño foi classificado como uma variável econômica relevante, que afeta toda a cadeia produtiva com custos maiores e incerteza. A produção agrícola perde previsibilidade, impactando produtores, indústrias e consumidores.
A confirmação do fenômeno para o segundo semestre de 2026 aumenta o nível de atenção sobre os impactos econômicos. Mato Grosso do Sul, com forte setor de agronegócio, está entre as regiões mais vulneráveis.
A produção de milho é um ponto crítico. Este insumo representa entre 65% e 80% da ração animal. Redução na oferta ou aumento de custos repassa para aves, suínos, leite e bovinos, resultando em alimentos mais caros.
Os reflexos na inflação também são significativos. Alimentação e bebidas têm peso considerável no IPCA. Eventos climáticos extremos dificultam o controle inflacionário com o aumento desses itens essenciais.
O agronegócio responde por cerca de um quarto do PIB de Mato Grosso do Sul. Os efeitos do El Niño podem ser ainda mais relevantes no estado.
O cenário reforça a necessidade de planejamento. Setor produtivo e empresas ligadas ao agronegócio precisam incorporar riscos climáticos ao planejamento financeiro e às estratégias de produção.
A competitividade passa pela capacidade de adaptação. Investimentos em tecnologia, gestão de riscos, inovação e diversificação são cruciais para reduzir impactos.
O desafio é transformar informação em planejamento. Quem antecipa cenários, diversifica riscos e aumenta a eficiência enfrenta instabilidades com mais resiliência.

