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Santa Casa de Campo Grande Busca R$ 757 Milhões em Ações Judiciais para Superar Crise Financeira

A Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande busca a recuperação financeira por meio do recebimento de R$ 757,2 milhões em ações judiciais que a instituição alega ter vencido. A diretoria apresentou detalhes sobre o grave cenário financeiro que se estende por mais de duas décadas. A crise, que levou a uma intervenção judicial entre 2005 e 2013, não erradicou as dívidas, que voltaram a crescer significativamente nos últimos treze anos.

Alir Terra, presidente da Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), entidade mantenedora do hospital, apontou a falta de reajuste adequado na Tabela do SUS e em contratos com o Poder Público como fator principal para a dívida total, estimada em cerca de R$ 600 milhões. Segundo ele, a defasagem nos repasses impediu o funcionamento ideal e levou ao endividamento.

Em resposta à situação, a diretoria move dezenas de ações judiciais em busca de recursos públicos adicionais. O processo mais relevante, iniciado em 2016 e pendente no Superior Tribunal de Justiça (STJ), refere-se à Tabela SUS, considerada defasada desde 2010 por hospitais filantrópicos. A Santa Casa estima um valor de R$ 678,5 milhões a ser recebido neste caso.

Outra ação busca o repasse de R$ 52,1 milhões referentes à emergência de saúde durante a pandemia de Covid-19. Adicionalmente, um convênio municipal com a Santa Casa, iniciado em 2025, tem um montante de R$ 26,5 milhões a serem recebidos, de acordo com a diretoria.

A expectativa é que, com a resolução dessas pendências financeiras, o hospital possa ser revitalizado, expandir o atendimento e normalizar os repasses a funcionários e fornecedores. Entretanto, a carência de recursos impacta diretamente as operações diárias, com o pronto-socorro apresentando superlotação e casos de maior complexidade, que demandam mais tempo e custos.

As áreas de emergência, que antes comportavam um número limitado de pacientes, agora atendem um volume muito maior. A diretoria indicou que está em tratativas com a prefeitura para um possível fechamento temporário de alguns setores, visando a mitigação do problema da superlotação, medida que aguarda oficialização.

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