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Juiz mantém presos suspeitos de furtar Hilux e vê risco à investigação em MS

Destaques:

  • Juiz mantém prisão preventiva de suspeitos de furtar caminhonetes Hilux em Dourados.
  • Liberdade dos investigados é vista como risco à continuidade das apurações e à atuação de organização criminosa.
  • Celulares apreendidos com os suspeitos terão dados extraídos para identificar outros envolvidos no esquema.

A Justiça de Mato Grosso do Sul manteve a prisão preventiva de Reginaldo da Silva Barbosa, 42 anos, e Rodrigo Leonardo da Silva Dias, 34. Eles são suspeitos de integrar um grupo criminoso especializado no furto de caminhonetes Toyota Hilux no estado.

A decisão foi tomada em audiência de custódia realizada em Dourados. O juiz Caio Márcio de Britto considerou que a soltura dos suspeitos poderia prejudicar as investigações, facilitar a ação da organização criminosa e até mesmo colocar os próprios investigados em risco.

A fundamentação para a prisão preventiva se baseou em provas da materialidade e indícios suficientes de autoria. Boletins de ocorrência, apreensões, imagens de monitoramento, depoimentos e confissões dos envolvidos embasaram a decisão. O grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas, utilizando equipamentos eletrônicos para burlar os sistemas de segurança dos veículos e enviando as caminhonetes para a região de fronteira.

A audiência também definiu dois desdobramentos importantes para a investigação. O primeiro envolve a autorização para extração de dados dos celulares apreendidos com os suspeitos. A perícia irá analisar contatos, histórico de chamadas e mensagens para identificar outros participantes do esquema, a divisão de tarefas, o fluxo financeiro e o destino das caminhonetes.

O segundo ponto se refere à prisão de Reginaldo. Durante a audiência, ele relatou ter sofrido violência física e psicológica no momento da abordagem policial, embora tenha negado agressões durante o interrogatório na delegacia. Rodrigo, por outro lado, informou não ter sofrido violência em nenhuma etapa de sua prisão.

Diante da denúncia de violência, o magistrado determinou a realização imediata de exame de corpo de delito em Reginaldo e o envio de cópia dos autos e da gravação da audiência ao Ministério Público.

Reginaldo, vindo de Minas Gerais, confessou o furto de duas caminhonetes em Campo Grande e três em Dourados. Ele admitiu ter sido contratado por R$ 20 mil para abrir e ligar os veículos com um codificador eletrônico. O esquema envolvia uma falha de segurança em caminhonetes fabricadas entre 2016 e 2023.

Ele revelou que foi contratado por Cláudio Lucas dos Santos, que estaria preso em Minas Gerais e coordenava a logística criminosa, mantendo a identidade dos integrantes em sigilo.

Rodrigo auxiliou no monitoramento dos locais de estacionamento das caminhonetes e no transporte de suspeitos para o Paraguai. Ele confessou ter sido oferecido R$ 2.000 para levar um veículo até Capitán Bado, mas alegou ter apenas transportado o primo até um posto de combustíveis, onde encontraram outros cinco homens.

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