Destaques:
- Acusado de liderar o tráfico no Jardim Tijuca, Tiago Paixão Almeida foi transferido para a Penitenciária Federal de Mossoró (RN).
- A transferência, solicitada pela Agepen, alega ameaças a agentes públicos, mas a defesa contesta a falta de provas.
- Almeida foi preso em 2025 na Operação Blindagem, que desarticulou organização criminosa ligada ao PCC.
Tiago Paixão Almeida, apontado como chefe do tráfico de drogas no Jardim Tijuca, em Campo Grande, foi transferido para a Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, no último sábado (11).
O processo judicial corre em segredo de Justiça. A defesa alega que a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) solicitou a transferência com base em supostas ameaças a agentes públicos, sem, contudo, identificar os servidores. A defesa aguarda manifestação sobre a alegação.
O pedido de transferência foi analisado pelo juiz Albino Coimbra Neto, da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, em 2 de junho de 2026. A defesa também afirma que a Agepen não apresentou provas que sustentem a acusação e que a transferência dificulta o acesso do preso a tratamentos de saúde, como asma grave, problemas oculares e degeneração na coluna, além do custo e distância para a família.
Tiago Paixão Almeida foi preso em 7 de novembro de 2025, durante a Operação Blindagem. A ação policial visava desarticular uma organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Na ocasião, documentos, armas, munições e dinheiro foram apreendidos. A operação cumpriu 35 mandados de prisão preventiva e 41 de busca e apreensão.
As investigações indicam que a organização atuava no tráfico interestadual de drogas e se envolvia em corrupção, usura, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro. O grupo, comandado de dentro de presídios, possuía ramificações em diversos municípios de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Santa Catarina.
Até o momento, não há previsão para o julgamento de Tiago Paixão Almeida.

