Legado Artístico em Campo Grande
Morreu em Campo Grande o artista plástico, escultor e músico Baldinir Bezerra da Silva. A causa da morte não foi divulgada. O velório e a cremação ocorreram na manhã de hoje. Baldinir construiu uma trajetória significativa ligada às artes visuais, à música e à produção cultural, sendo servidor da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS).
Trajetória Musical e a Mudança para o Rio de Janeiro
Filho de nordestinos, Baldinir chegou jovem a Campo Grande, onde iniciou sua jornada artística pela música. No início da década de 1990, obteve reconhecimento ao vencer um concurso promovido pela então Secretaria Municipal de Saúde com uma composição autoral. Posteriormente, mudou-se para o Rio de Janeiro, período em que intensificou sua dedicação à escultura em cerâmica.
Obras Notáveis e o Retorno a Mato Grosso do Sul
No Rio de Janeiro, Baldinir foi convidado a produzir a escultura de Nossa Senhora de Belém para a histórica Capela Mayrink, na Floresta da Tijuca, um espaço que também abriga um painel de Cândido Portinari. Ele descreveu essa obra como uma oportunidade de deixar uma marca permanente na história do local. Após anos no Rio, retornou a Campo Grande, onde continuou sua atuação na cena cultural e na Fundação de Cultura. Durante a pandemia, redescobriu a escultura, resultando na série “A Gota que Falta”, em cimento e inspirada em gotas d’água. Em suas reflexões, reconhecia a dificuldade de viver da arte em Campo Grande, comparável a outras cidades do Brasil. Entre suas obras públicas em Campo Grande, destaca-se a homenagem ao cachorro Juninho.
Repercussão e Contribuição Cultural
O falecimento de Baldinir Bezerra da Silva gerou manifestações de pesar nas redes sociais por parte de artistas, amigos e representantes da cultura. O jornalista Bosco Martins relembrou a convivência com o artista desde os anos 1990, ressaltando a expressiva contribuição de Baldinir para a cultura sul-mato-grossense e seu trabalho na Fundação de Cultura.

