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Venda de Gás de Cozinha em Botijão Atinge Menor Nível em MS Desde 2018: O Que Revelam os Dados?

Destaques:

  • Vendas de botijões de gás de 13kg (P13) em Mato Grosso do Sul registram o menor volume entre janeiro e maio desde 2018.
  • A participação de mercado da Copa Energia (Copagaz e Liquigás) reduziu significativamente em quatro anos, enquanto concorrentes expandiram sua atuação no estado.
  • A retração nas vendas de GLP P13 sinaliza possíveis impactos no poder de compra das famílias e na dinâmica do setor energético regional.

Queda no Consumo Doméstico de GLP

As vendas de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) envasado em botijões de 13 quilos, o formato mais comum nas residências sul-mato-grossenses, apresentaram em Mato Grosso do Sul o menor volume comercializado para o período de janeiro a maio desde 2018. O volume registrado nos cinco primeiros meses do ano atingiu 30.443 toneladas, representando uma retração de 1,70% em comparação com o mesmo período de 2025 e superando apenas o patamar de 2018, com 29.601 toneladas.

A análise comparativa com anos recentes revela uma desaceleração acentuada. Em relação aos cinco primeiros meses de 2024, quando o mercado movimentou 31.068 toneladas, a queda foi de 625 toneladas, o que corresponde a 2,01%. O desempenho deste ano também se situa abaixo dos volumes de 2019 (30.833 toneladas), 2020 (33.349 toneladas) e 2021 (32.708 toneladas).

Um pico de consumo foi observado em 2022 e 2023, quando as vendas entre janeiro e maio alcançaram os maiores volumes da série histórica, com 53.968 e 53.172 toneladas, respectivamente. A partir de 2024, o mercado retornou a um patamar próximo de 31 mil toneladas, consolidando a tendência de queda nos primeiros cinco meses deste ano.

Reconfiguração do Mercado Distribuidor

Paralelamente à redução no volume de vendas, o cenário das distribuidoras de GLP em Mato Grosso do Sul tem passado por uma significativa reconfiguração. A Copa Energia, grupo que engloba as marcas Copagaz e Liquigás, viu sua participação de mercado declinar substancialmente nos últimos anos, enquanto outras empresas ampliaram sua fatia.

Em 2022, a Copa Energia detinha 62,06% das vendas estaduais de botijões P13. Em 2026, essa participação caiu para 34,58%, configurando uma redução de 27,48 pontos percentuais em um intervalo de quatro anos. Essa diminuição levanta questionamentos sobre as estratégias comerciais e a competitividade do grupo no estado.

No mesmo período, distribuidoras como a Nacional Gás, Supergasbras e Ultragaz consolidaram sua presença. Atualmente, a Nacional Gás responde por 23,51% das vendas de botijões P13 em Mato Grosso do Sul, seguida pela Supergasbras com 21,30% e pela Ultragaz com 20,61%. Essa pulverização da oferta pode indicar um mercado mais disputado e, possivelmente, pressionado por estratégias de precificação e captação de clientes.

A conjunção da queda no consumo e da alteração na concentração de mercado suscita debates sobre os fatores que influenciam o poder de compra das famílias sul-mato-grossenses, a eficiência das políticas de abastecimento e a saúde competitiva do setor de distribuição de gás no estado. As tendências observadas nos primeiros meses de 2026 apontam para uma demanda doméstica de GLP em seu ponto mais baixo em mais de seis anos, demandando uma análise aprofundada de suas causas e consequências para a economia regional.

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