Mato Grosso do Sul avança em uma nova frente para combater as mudanças climáticas. O estado assume a liderança do Consórcio Brasil Verde (CBV), um grupo formado por 15 unidades federativas brasileiras com o objetivo de discutir ações e buscar investimentos globais para projetos ambientais.
Destaques:
- MS lidera o Consórcio Brasil Verde (CBV), unindo 15 estados na busca por recursos internacionais.
- Governador Eduardo Riedel preside o consórcio, focado em projetos de sustentabilidade e transição energética.
- O objetivo é estruturar iniciativas para captar investimentos que mitiguem os impactos climáticos.
O governador Eduardo Riedel assumiu a presidência do consórcio, eleito por unanimidade. Uma reunião de trabalho recente definiu as próximas ações e prioridades da gestão e dos estados participantes. A iniciativa abrange projetos de preservação ambiental, sustentabilidade e transição energética, considerando os biomas locais como Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica.
A meta é estruturar projetos capazes de atrair investimentos internacionais. Desde 2019, o CBV trabalha na formatação de propostas para captar recursos, sempre com foco na temática climática e na mitigação de seus efeitos. Mitigação envolve reduzir ações que agravam o aquecimento global, como a emissão de gases de efeito estufa.
A nova gestão planeja mapear as necessidades de cada estado e elaborar um plano de trabalho para os próximos dois anos. Com a mudança da coordenação para Mato Grosso do Sul, a estrutura do consórcio passa a ser organizada no estado. O grupo atua como representante dos estados no Comitê Interministerial, instância do Governo Federal que discute a agenda climática brasileira.
O consórcio, criado em 2019, reúne Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe, São Paulo e Mato Grosso do Sul. A união visa aproximar os estados na formulação de políticas ambientais, equilibrando desenvolvimento econômico e preservação. O foco é auxiliar governos estaduais no desenvolvimento de projetos para reduzir impactos ambientais, adaptar regiões aos efeitos das mudanças climáticas e garantir financiamento para essas ações, sempre com atenção aos biomas brasileiros. Antes de assumir a presidência, Mato Grosso do Sul já liderava as discussões sobre o Pantanal.

