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Laranja: A Nova Fronteira de Exportação de MS pela Rota Bioceânica

O Potencial da Laranja na Nova Rota Logística

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, apresentou a aposta estratégica na cadeia produtiva da laranja como um dos pilares para impulsionar as exportações do estado por meio da Rota Bioceânica. Durante o evento “Dia Tarapacá MS Brasil”, realizado em Campo Grande com a presença de autoridades, empresários e investidores chilenos, Riedel destacou o potencial do suco de laranja concentrado como um produto de valor agregado com forte vocação para os mercados internacionais acessíveis pelo novo corredor logístico.

Promovido pelo escritório de representação comercial da Região de Tarapacá no estado, o encontro celebrou três anos de atuação do hub de negócios e delineou as oportunidades que o norte do Chile oferece com a consolidação da Rota Bioceânica. Este corredor intercontinental visa ligar o Oceano Atlântico ao Pacífico, partindo do Brasil (via Mato Grosso do Sul), passando por Paraguai e Argentina, até alcançar portos estratégicos no Chile, como Iquique e Antofagasta. A expectativa é que este trajeto encurte significativamente o tempo e o custo de transporte de mercadorias brasileiras, especialmente para a Ásia.

Mato Grosso do Sul: Localização Estratégica e Ambiente de Investimentos

Riedel ressaltou as vantagens competitivas de Mato Grosso do Sul, incluindo sua capacidade produtiva, a posição geográfica como porta de entrada da Rota Bioceânica e um ambiente econômico e social favorável. O estado figura como o sexto maior em investimentos públicos no país e atrai R$ 81 bilhões em investimentos privados, o que, segundo o governo, contribui para a consolidação de uma das menores taxas de extrema pobreza do Brasil. O compromisso com o crescimento sustentável também foi enfatizado, com o objetivo de tornar o estado o primeiro brasileiro carbono neutro. Um exemplo citado foi a instalação da fábrica da chilena Arauco, que prevê a geração de cerca de 14 mil empregos durante sua fase de construção.

A Expansão da Citricultura e a Nova Fronteira de Exportação

A integração com o Chile abre novas perspectivas, considerando que atualmente apenas 2,2% da receita de exportação de Mato Grosso do Sul tem o mercado chileno como destino. Diante deste cenário, a citricultura é projetada como a próxima grande cadeia produtiva a ganhar destaque. A migração de parte da produção de suco de laranja concentrado, hoje majoritariamente concentrada em São Paulo, para Mato Grosso do Sul é vista como uma tendência clara para os próximos dez anos. Dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) indicam que o estado já possui mais de 15 mil hectares de pomares em produção e cerca de 7 milhões de mudas em municípios como Sidrolândia, Campo Grande, Três Lagoas, Brasilândia, Paranaíba e Naviraí. A projeção é que a área plantada atinja aproximadamente 100 mil hectares até 2030.

Integração e Fortalecimento de Laços

A presença do escritório de representação comercial da Região de Tarapacá em Mato Grosso do Sul, que completa três anos, simboliza a importância da consolidação das relações bilaterais. A iniciativa chilena em manter um ponto de contato no estado é vista como fundamental para a atualização sobre inteligência comercial, políticas públicas e oportunidades de negócios. José Miguel Carvajal Gallardo, governador da Região de Tarapacá, classificou a implantação da Rota Bioceânica como um marco histórico para a integração sul-americana, visando o fortalecimento do intercâmbio cultural e econômico com Mato Grosso do Sul. A Rota Bioceânica tem o potencial de reduzir em cerca de 9,7 mil quilômetros a rota marítima para a Ásia, gerando economias logísticas e aumentando a competitividade dos produtos brasileiros.

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