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Saneamento Básico Impulsiona Mercado Imobiliário em MS com Potencial de Valorização de R$ 1 Bilhão

O avanço do saneamento básico em Mato Grosso do Sul está projetado para impactar significativamente a qualidade de vida da população e o mercado imobiliário do estado nos próximos anos. Uma análise recente indica que a universalização dos serviços até 2031 pode gerar uma valorização imobiliária de R$ 1 bilhão no estado, além de um potencial de R$ 1,2 bilhão para o setor de turismo, impulsionado pela melhoria ambiental.

Destaques:

  • Universalização do saneamento em MS até 2031 pode resultar em valorização imobiliária de R$ 1 bilhão.
  • Estudo aponta potencial de R$ 1,2 bilhão em benefícios para o turismo estadual.
  • Investimentos previstos de R$ 5,15 bilhões visam metas ambiciosas de acesso à água potável e tratamento de esgoto.

A projeção da universalização dos serviços de saneamento até 2031 prevê um cenário de transformação para Mato Grosso do Sul. Além da valorização imobiliária e do impulso ao turismo, a expansão do saneamento básico tem o potencial de gerar uma redução de custos na saúde pública na ordem de R$ 233 milhões, com a diminuição de doenças de veiculação hídrica, como dengue, leptospirose e diarreia. Consequentemente, estima-se um ganho de produtividade para a população de R$ 8 bilhões.

Os investimentos projetados até 2031 totalizam R$ 5,15 bilhões, com uma expectativa de retorno líquido de R$ 16,1 bilhões. Mato Grosso do Sul já demonstra um nível de investimento per capita em saneamento superior à média nacional, com R$ 207 anuais por habitante, contrastando com os R$ 137 do Brasil. Na capital, Campo Grande, esse valor atinge R$ 301 por habitante.

As metas estabelecidas pelo novo marco legal do saneamento preveem 99% da população com acesso à água potável e 90% com tratamento de esgoto. Em Mato Grosso do Sul, a expectativa é alcançar esses objetivos até 2031, com uma cobertura atual de 81%. Para atingir a universalização completa, são considerados os desafios de áreas rurais e de baixa densidade populacional.

Evidenciando a eficiência dos investimentos, cada R$ 1 aplicado em Mato Grosso do Sul tem gerado um retorno econômico e social de R$ 5,90, superando a média nacional de R$ 4,10. Os benefícios se estendem à educação, com crianças em áreas saneadas apresentando, em média, dois anos a mais de escolaridade. Uma diferença de R$ 800 é observada na renda média de indivíduos com acesso ao saneamento em comparação com aqueles que não o possuem.

Em termos práticos e cotidianos, os ganhos são notáveis. Em Campo Grande, o benefício anual por habitante pode alcançar R$ 7,2 mil. Dourados e Corumbá apresentam projeções ainda maiores, com R$ 10,7 mil e R$ 10,4 mil anuais por habitante, respectivamente. Esses valores refletem a redução de gastos com saúde e o aumento da produtividade laboral, considerando o impacto de afastamentos por doenças relacionadas à falta de saneamento.

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