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Operação Fornitore: Cinco Presos em MS por Tráfico Interestadual e Lavagem de Dinheiro

Destaques:

  • Cinco pessoas foram presas em Mato Grosso do Sul durante a Operação Fornitore.
  • A ação combate tráfico de drogas interestadual, lavagem de dinheiro e associação para o tráfico.
  • Prisões e apreensões ocorreram em Campo Grande, Ponta Porã e Bela Vista, incluindo dois flagrantes por armas.

A Operação Fornitore, conduzida pela Polícia Civil, deflagrou uma grande ação. O alvo: tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e associação para o tráfico. Em Mato Grosso do Sul, cinco pessoas foram presas. Os mandados foram cumpridos em Campo Grande, Ponta Porã e Bela Vista, regiões de fronteira.

Ação em Mato Grosso do Sul e Outros Estados

Ao todo, a operação cumpriu 15 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão. A ação se estendeu por quatro estados: Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal e Pará. Mais de 120 policiais foram mobilizados. No MS, policiais do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) e da Dracco (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado) do Distrito Federal apoiaram as diligências.

Em Campo Grande, um homem e uma mulher foram presos. Em Bela Vista, um casal foi detido. Uma mulher também foi presa em Ponta Porã. Os alvos têm entre 30 e 40 anos. Nomes não foram divulgados.

Durante os cumprimentos de mandado em Mato Grosso do Sul, duas armas de fogo foram apreendidas. Uma em Campo Grande, outra em Bela Vista. Ambas resultaram em prisão em flagrante. Celulares, notebooks, documentos e anotações foram recolhidos. Este material será analisado. Pode detalhar a movimentação financeira, contatos e divisão de tarefas do grupo.

Um dos presos em Campo Grande é considerado alvo principal da operação. Ele já tinha passagens por tráfico de drogas, receptação e outros crimes. Havia sido preso em 2018 pela Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico). Isso indica recorrência no tráfico.

As equipes do Garras atuaram em Campo Grande. Uma equipe em Bela Vista e outra da Polícia Civil em Ponta Porã apoiaram a operação. As investigações indicam que as empresas do grupo eram de fachada. As diligências aconteceram em residências dos alvos.

Detalhes da Engenharia Criminosa

O grupo investigado montou uma estrutura para movimentar e ocultar dinheiro do tráfico. Os envolvidos usavam engenharia criminosa. Contas de fachada de terceiros eram empregadas para lavar dinheiro do tráfico. Com isso, adquiriam bens de luxo e faziam o transporte de drogas, abastecendo o Distrito Federal e região.

O grupo atuava na logística do tráfico. Transportava drogas da fronteira até o entorno do Distrito Federal. Usavam ‘casa cofre’ para distribuição no DF e Goiás. Isso configura tráfico interestadual. Os investigados possuíam alto poder aquisitivo. Adquiriram bens de luxo, como carros de alto valor. Contudo, em Mato Grosso do Sul, nenhum bem de valor elevado foi apreendido na ação.

Parte dos alvos em MS é apontada como ‘laranja’. Laranja é a pessoa usada para ocultar o real controlador de dinheiro, bens ou negócios. A polícia indicou empresas de fachada no esquema. O grupo atuava dessa forma há pelo menos cinco anos. A investigação durou cerca de um ano e meio.

Durante as investigações, foram feitas apreensões de drogas vinculadas aos alvos. A polícia detalhou que alguns investigados não foram presos em flagrante direto. Líderes não manuseavam as drogas, apenas as comandavam.

Avanço da Investigação e Bloqueio de Bens

A Operação Fornitore teve origem em uma apuração iniciada em 2023. Investigadores da Polícia Civil do Distrito Federal conduziram o trabalho. Fases anteriores já atingiram lideranças e executores de uma facção do DF. A etapa desta quinta-feira mirou o elo responsável pelo fornecimento em maior escala e transporte interestadual de drogas.

A polícia sustenta a divisão de funções dentro do grupo. Uma liderança estratégica comandava ações à distância, usando documentos falsos e ‘laranjas’. Isso reduzia a própria exposição. Na base, operadores guardavam, fracionavam e distribuíam entorpecentes no Distrito Federal e entorno. Uma das lideranças do esquema foi presa em Redenção, no Pará. Ele estava foragido desde 2008, após condenação por triplo homicídio. Permaneceu ligado à articulação do tráfico mesmo fora do Distrito Federal.

O inquérito relaciona o grupo a grandes apreensões anteriores. Mais de seis toneladas de maconha foram apreendidas no início de 2023. Outras duas toneladas foram confiscadas em Mato Grosso do Sul. Esses fatos indicam a alta capacidade logística da organização.

Em Mato Grosso do Sul, um imóvel foi sequestrado. No total, sete imóveis foram sequestrados na ação. Estão localizados em Bela Vista (MS), São José do Rio Preto (SP), Caldas Novas (GO) e no Distrito Federal (DF), onde há dois imóveis atingidos. A Justiça autorizou o bloqueio de contas bancárias pelo Sisbajud. O limite é de R$ 1 milhão por investigado ou empresa vinculada. Sigilos fiscal e financeiro de pessoas físicas e jurídicas suspeitas foram afastados.

As diligências se estenderam. No Distrito Federal, atingiram Taguatinga, Ceilândia e Recanto das Emas. Em Goiás, os municípios de Novo Gama, Caldas Novas, Anápolis e Abadiânia também foram alvo. A Polícia Civil de Goiás (PCGO) e a Divisão de Operações Especiais da Polícia Civil do Distrito Federal apoiaram a ação.

Os investigados poderão responder por tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de capitais. Somadas, as penas podem ultrapassar 40 anos de prisão.

‘Fornitore’ é uma palavra de origem italiana. Significa fornecedor, prestador de serviços ou provedor.

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