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MS Lidera Combate ao Desmatamento Ilegal e Alcança Menor Área em Sete Anos

Destaques:

  • Mato Grosso do Sul apresenta a menor área de desmatamento sem licença ambiental em sete anos no Brasil.
  • O estado tem o maior percentual de supressão de vegetação nativa com autorização legal do país.
  • Legislação específica e programas de incentivo contribuem para o resultado positivo na preservação.

Mato Grosso do Sul atingiu a menor taxa de desmatamento ilegal dos últimos sete anos em todo o território brasileiro. Os dados emergem de um levantamento recente que analisa a supressão de vegetação sem licença ambiental. O estado agora se destaca por possuir o maior percentual de desmatamento autorizado do Brasil.

Um cruzamento de informações aponta que, entre 2019 e 2025, a maioria da vegetação nativa removida no estado teve respaldo legal. Dos hectares alterados, uma expressiva parcela contou com autorizações do órgão ambiental. Essa taxa de desmatamento legalizado apresentou uma evolução notável, partindo de índices significativamente menores em 2019 para alcançar patamares elevados no último ano analisado.

No bioma Pantanal, a situação também reflete o avanço no controle. O ano passado registrou um dos menores índices de alertas de desmatamento do país, com a maior parte das ocorrências autorizada pelo órgão ambiental competente.

Diversos fatores estruturais e legislativos são creditados a esse desempenho. A Lei do Pantanal, promulgada em 2024, trouxe maior segurança jurídica e estabeleceu novas regras para a conversão de solo, protegendo áreas de uso restrito. A inclusão de Corredores Ecológicos na legislação e restrições à introdução de monoculturas em larga escala também reforçam a proteção ambiental.

Além das medidas legais, o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) desempenha um papel fundamental. Este mecanismo financeiro recompensa produtores rurais pela conservação de vegetação nativa ou pela renúncia ao direito de suprimir áreas. Um edital do programa já resultou em investimentos significativos, assegurando a preservação de milhares de hectares, e um segundo está em avaliação.

A gestão estadual também atribui os resultados à consolidação de uma cultura de sustentabilidade entre os produtores locais, que historicamente buscam integrar atividades produtivas ao bioma sem comprometer a integridade do Pantanal.

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