Destaques:
- Mato Grosso do Sul busca intensificar o apoio da Sudeco para projetos de transição energética, bioeconomia e inovação.
- Recursos do FCO e FDCO somam quase R$ 34 bilhões investidos no Estado nos últimos 15 anos, impulsionando produção e empregos.
- Novas linhas de financiamento, como FCO Mulheres Empreendedoras e FCO Pantanal e Cerrado, demonstram a modernização do fundo.
Em representação ao governador Eduardo Riedel, o secretário-adjunto da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Alex Melotto, defendeu o fortalecimento do suporte da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) a iniciativas estratégicas voltadas à transição energética, bioeconomia, inovação e ampliação do acesso ao crédito. A manifestação ocorreu durante o Fórum Regional de Integração e Desenvolvimento do Centro-Oeste, realizado em Brasília.
Durante o painel “Visão estratégica para o Centro-Oeste e sua inserção nas agendas nacionais de desenvolvimento, competitividade e coesão territorial”, Melotto ressaltou a relevância da Sudeco para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul. Os recursos disponibilizados por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO) totalizam aproximadamente R$ 34 bilhões aplicados no estado ao longo dos últimos 15 anos. Estes investimentos foram determinantes para a expansão da produção, a geração de empregos e a atração de novos empreendimentos.
“O Estado vive um novo ciclo de desenvolvimento e a Sudeco pode continuar sendo uma parceira fundamental na viabilização de projetos que ampliem a competitividade e a sustentabilidade da nossa economia”, afirmou o secretário-adjunto, salientando a importância da parceria para o futuro econômico regional.
A participação de Mato Grosso do Sul no fórum se estendeu até o dia 11 de junho, reunindo lideranças dos quatro estados da região para discutir desenvolvimento sustentável, inovação e integração regional. Durante o evento, foram apresentados dados sobre a expansão das políticas de financiamento direcionadas ao Centro-Oeste. Desde a recriação da Sudeco em 2011, os recursos do FCO mais que dobraram, projetados para atingir R$ 14,6 bilhões em 2026, ante R$ 6 bilhões registrados anteriormente.
Dentre as iniciativas destacadas está o Microcrédito Produtivo Orientado (MPO), conhecido como “Microcrédito Pertinho da Gente”, focado em agricultores familiares. No ano passado, mais de 3 mil famílias foram beneficiadas por meio deste programa, com uma movimentação financeira de cerca de R$ 42 milhões. Até 2023, não havia operações deste tipo no Centro-Oeste.
A superintendente da Sudeco, Luciana Barros, enfatizou a capacidade de modernização do fundo através da criação de linhas específicas, como FCO Mulheres Empreendedoras, FCO Pantanal e Cerrado, FCO Armazenagem, FCO Quilombo, FCO Jovens Empreendedores e FCO Turismo Agroecológico, atendendo a diversos setores da economia. Micro e pequenos negócios representam cerca de 76% dos recursos do FCO, evidenciando o papel do financiamento público na geração de renda e desenvolvimento regional.
A linha FCO Mulheres Empreendedoras, implementada em 2023, já viabilizou a contratação de aproximadamente R$ 5 bilhões para negócios liderados por mulheres, fortalecendo o empreendedorismo feminino e a criação de empregos. O Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste, por sua vez, registrou R$ 3 bilhões entre 2014 e 2025, impulsionando mais de R$ 15 bilhões em novos investimentos na região, conforme informado pela Caixa Econômica Federal. A parceria entre a instituição financeira e a Sudeco tem sido crucial para ampliar o acesso a linhas de investimento em projetos estruturantes e estratégicos.
As discussões reforçaram a importância dos instrumentos de financiamento para o aumento da competitividade, a redução de desigualdades e o apoio a iniciativas de sustentabilidade, inovação e transição energética, áreas consideradas prioritárias para o futuro de Mato Grosso do Sul e da região Centro-Oeste.

