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Tapa-buracos em Campo Grande: normalização só no segundo semestre e pressão por soluções estruturais

Destaques:

  • Prefeitura de Campo Grande estima que a normalização dos serviços de tapa-buracos em todas as sete regiões urbanas da Capital ocorra apenas no segundo semestre.
  • A demora está atrelada à suspensão de contratos após investigações e à necessidade de novas licitações e parcerias.
  • Órgãos de controle, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado, intensificam a cobrança por soluções definitivas para a malha viária deteriorada.

A Longa Espera pela Normalização dos Reparos Asfálticos

A administração municipal de Campo Grande comunicou a previsão de restabelecer a regularidade dos serviços de tapa-buracos para o segundo semestre deste ano. A expectativa de normalização abrange as sete regiões urbanas da cidade, um cenário que se arrasta e intensifica as insatisfações populares e as cobranças de órgãos fiscalizadores. As soluções apontadas para alcançar este objetivo incluem a ampliação temporária de contratos existentes, a realização de uma nova licitação, o emprego de equipes próprias e o credenciamento de empresas por meio de consórcios intermunicipais.

No entanto, a comunicação oficial não forneceu detalhes específicos sobre prazos exatos para a normalização, nem sobre o número de empresas que serão habilitadas ou a quantidade de equipes que serão mobilizadas para atuar nas ruas. A promessa é que o aumento no número de prestadores de serviço potencializará as frentes de trabalho, os mutirões e a capacidade geral de atendimento à demanda.

O Imbróglio Contratual e o Agravamento do Problema

A precariedade atual dos serviços de tapa-buracos foi diretamente influenciada pela suspensão de quatro contratos anteriormente firmados com uma construtora específica, a qual se tornou alvo de uma operação policial focada em irregularidades na execução de obras públicas. Essa medida deixou diversas regiões da cidade desassistidas de empresas contratadas para a realização dos reparos emergenciais no asfalto. Para suprir a lacuna, foi feito um aditivo temporário a um contrato remanescente, visando cobrir as áreas afetadas, com um acordo estipulado para um período máximo de 180 dias, podendo ser encerrado antes, caso soluções definitivas sejam implementadas.

Paralelamente, contratos originados de uma concorrência pública de 2022, responsáveis pela manutenção do asfalto nas sete regiões urbanas, estão com seus prazos de vigência próximos do fim. Diante dessa conjuntura, o município está em processo de organização de uma nova licitação e busca alternativas através do credenciamento de empresas por um consórcio de desenvolvimento regional.

Enquanto a máquina administrativa busca reorganizar os serviços, mutirões de tapa-buracos têm sido realizados aos sábados. As primeiras ações concentraram esforços em bairros selecionados com base na quantidade de demandas registradas e na gravidade dos danos constatados na pavimentação.

A Vigilância Constante dos Órgãos de Controle

A manifestação da prefeitura sobre as previsões de normalização ocorreu em resposta a um procedimento instaurado por autoridades do Ministério Público, com o objetivo de reunir informações detalhadas sobre os reparos e pressionar pela adoção de uma solução estrutural para um problema que afeta a cidade há décadas. O Ministério Público solicitou à secretaria responsável pela infraestrutura um diagnóstico atualizado da malha viária, com a identificação dos pontos mais críticos, os critérios utilizados para priorização dos serviços e o planejamento detalhado das ações. Questões sobre a fiscalização dos contratos, o controle de qualidade dos materiais e o surgimento de novos danos em áreas recentemente reparadas também foram levantadas.

O Ministério Público não é o único órgão a exigir explicações da gestão municipal. O Tribunal de Contas do Estado já havia solicitado informações sobre os contratos e, em paralelo, anunciou que acompanhará de forma contínua o plano de ação apresentado pela administração. Representantes da prefeitura estiveram em reunião com o Tribunal no início de julho para apresentar as medidas que estão sendo tomadas. A Câmara Municipal também manifestou preocupação e demandou esclarecimentos sobre a continuidade dos reparos e a situação dos contratos vigentes e futuros.

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