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MPMS se manifesta contra prisão domiciliar de Alcides Bernal, alegando extrema gravidade do crime

Argumento do MPMS pela Manutenção da Prisão

Promotores do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) se posicionaram contra o pedido de prisão domiciliar do ex-prefeito Alcides Bernal, que recentemente recebeu alta hospitalar após uma cirurgia cardíaca. A manifestação ocorre no âmbito do processo que apura a morte do fiscal tributário Roberto Mazzini, ocorrida em março. Os representantes do MPMS argumentam que o crime em questão é “de extrema gravidade e possui elevada repercussão social”, e que não foram apresentados novos fatos que justifiquem uma alteração no status da prisão preventiva do ex-prefeito.

Argumentos da Defesa para Prisão Domiciliar

A defesa de Alcides Bernal protocolou um pedido para a conversão da prisão preventiva em domiciliar, fundamentado em laudos médicos que atestam um quadro de saúde considerado grave. Segundo os advogados, o ex-prefeito apresenta doença coronariana multiarterial severa, com risco iminente de novo infarto, arritmias e morte súbita. Além disso, laudos psiquiátricos também foram apresentados. A defesa alega que o presídio militar onde Bernal cumpria pena não dispõe de estrutura adequada, como UTI ou cardiologista de plantão 24 horas, o que, somado à necessidade de cuidados rigorosos de dieta e assepsia para um paciente cardiopata e diabético pós-operado, equivaleria a uma “antecipação da sentença de morte”. Por isso, solicitam que o juiz autorize a prisão domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica, após a alta hospitalar.

Contexto do Crime e Histórico Judicial

Alcides Bernal está preso desde março deste ano, sendo réu pela morte de Roberto Mazzini. O crime ocorreu em uma residência que pertencia a Bernal e foi arrematada em leilão por Mazzini. Segundo a acusação, o ex-prefeito teria agido por motivo torpe, inconformado com a perda do imóvel. A vítima foi atingida por múltiplos disparos ao tentar tomar posse do imóvel. Desde então, Bernal teve diversos pedidos de liberdade negados pela Justiça. A internação hospitalar ocorreu no início de julho, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar um novo pedido de liberdade, e o ex-prefeito ter sofrido um infarto.

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